quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Segunda carta aosTessalonicenses

1
5-12
Julgamento é o ato que Deus realizou em Jesus Cristo e continua a realizar através de todos aqueles que dão o testemunho de Jesus, manifestando a justiça e a vida queridas por Deus. Esse julgamento desmascara a verdade de um e produz separação, fazendo que cada um sofra as consequências da escolha que dirigiu sua vida e ação: os que viveram, lutaram e sofreram pela justiça e pela vida serão declarados dignos de possuir o Reino de Deus; aqueles que resistiram a Deus e ao Evangelho, preferindo a injustiça e a morte e perseguindo Jesus e suas testemunhas, serão excluídos do Reino para sempre.
2
1-7
Em tempos de dificuldade e perseguição há sempre boatos que perturbam e assustam a comunidade cristã, afirmando que a vinda gloriosa de Jesus (parusia) está próxima, marcando o fim do mundo. Usando a mesma linguagem dos profetas e dos autores de apocalipse, Paulo desmente esses boatos, apresentando dois motivos: ainda não chegou o tempo da apostasia, isto é, da crise geral causada pelas perseguições e tribulações que levam muitos a abandonarem a fé (cf. Mt 24, 12-13); e ainda não se manifestou o homem ímpio, isto é, o grande adversário de Deus e do povo fiel; esse adversário se absolutizará a ponto de se apresentar como Deus, oprimindo o povo e perseguindo os Cristãos. Tais coisas já são conhecidas pelos destinatários, pois eles sabem inclusive que existe um obstáculo para a plena manifestação do adversário (vv. 6-7). Talvez Paulo esteja aludindo a absolutização e divinização de pessoas, coisas e estruturas.


13-17
A comunidade cristã não precisa temer o final dos tempos. Ao contrário, deve agradecer a Deus, pois, ouvindo o Evangelho, abraçando o compromisso da fé e abrindo-se para dar o testemunho de Jesus Cristo, ela já se encontra o caminho da salvação. O importante é continuar fiel à tradição apostólica e dar testemunho da fé através do anúncio e da prática do bem.
3
1-5
Ao lado da prática da fé, a oração em favor dos evangelizadores exprime a solidariedade no testemunho e na difusão do Evangelho.
6-15
Com seu exemplo, Paulo mostra que um pregador ou agente de pastoral em casos especiais pode ser liberado pela comunidade e ser sustentado por ela. Mas insiste: em situações normais, os responsáveis devem viver do próprio trabalho, para se dedicarem gratuitamente ao serviço do Evangelho. O Apóstolo também caracteriza os “beatos” da comunidade: vivem à custa e são peritos em perturbar os outros. As tenções normais que poderiam facilmente ser superada, se agravam por causa desses “fofoqueiros espirituais”.


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