quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Números

1
1-54
Após ser libertado da escravidão no Egito, o povo de Deus se prepara no deserto para conquistar a terra que Deus vai lhe dar, onde irá formar uma sociedade conforme o projeto de Deus. Para isso, contudo, é preciso organizar-se e estar preparado para a luta, pois terá que enfrentar aqueles que não querem viver segundo esse projeto. E no meio do povo que se organiza, Deus está presente (tenda da aliança), como aliado que sustenta e dirige a luta do seu povo.
2
1-34
O povo organizado que se põe em marcha é exército que sai para enfrentar o inimigo; ao mesmo tempo, é uma procissão. Toda organização do povo se torna uma luta guiada pela fé, quando a finalidade é sair da opressão e exploração para construir uma sociedade justa e fraterna. É luta, porque os opressores não querem perder seus privilégios; é fé, porque o povo acredita que os opressores são vencidos, pois o próprio Deus esta no meio daqueles que procuram realizar o projeto dele na história. Note-se que os levitas e sacerdotes, embora não participem diretamente da luta, caminham com o povo, interpretando e estimulando a luta.
3,1-4,49
Neste capítulo, o mais importante é a substituição dos primogênitos pelos levitas (cap. 3,12-13.40-51), Para entender isso, é necessário lembrar o que significa o resgate dos primogênitos no contexto do Êxodo (cf. Ex 13,11-16; 13,1-2 e notas). Os levitas passam a ser um sinal de liberdade e vida no meio do povo. Agora, eles são "um sinal na mão de um frontal entre os olhos", para lembrar que Javé é o Deus da liberdade e da vida, que rejeita qualquer tipo de escravidão e morte. Sobre a função estratégicas dos levitas dentro do povo de Deus, cf. o livro do Dt,
5
1-4
A medida visava a proteger o acampamento. Mais tarde, tornou-se uma regra social que excluía os pobres e doentes do convívio social. Sobre isso, cf. Mc 1,40-45; 7,14-23 e notas.
5-10
Qualquer prejuízo causado ao próximo é ofensa contra o próprio Deus: ambos devem ser reparados. O v. 8 supõe que o prejudicado tenha morrido.
11-31
Embora respirando mentalidade machista, o texto prevê, a seu modo, um meio para a mulher se defender contra a suspeita do marido. Numa sociedade governada pela justiça, todos tem o de defender a própria honra e dignidade. Cf. Jo 8, 1-11 e nota.
6
1-21
No povo de Deus sempre houve e haverá pessoas que, através de uma promessa, se consagrarão a Deus de alguma maneira particular, tornando-se assim sinal de que o povo todo pertence a Deus.
22-27
A bênção é um sinal da presença protetora e vivificante de Deus no meio do seu povo. O texto conserva uma bênção muito antiga, em que Javé é invocado três vezes. Tal bênção mostra que o povo pertence a Deus e que este o abençoa com a paz, quer dizer, com a vida plena, segundo o modo bíblico de entender a paz. 
7
1-9
Os membros da comunidade recebem os meios necessários para realizar cada um a própria função. Encarregados de transportar os objetos mais sagrados, os filhos de Caat podem aproximar-se do que é sagrado; por isso, não recebem carros nem animais.
10-89
A consagração do altar é cercada de solenidade, pois o altar é o centro do culto israelita. A descrição minuciosa das ofertas e dos grupos que as apresentam mostra que todo o povo, devidamente representado, é responsável pelo culto e participa dele num espírito de partilha. A relação com Deus é ocasião para exprimir as relações de fraternidade e partilha que devem existir na vida do povo de Deus.
8
1-4
O candelabro, com sete lâmpadas que ardiam continuamente, é símbolo da luz de Javé espalhada pelo mundo todo (o número 7 é símbolo de totalidade).
5-26
Este texto reflete a situação do grupo dos levitas do exílio, quando estava subordinado aos sacerdotes. Mas a sua função no santuário ainda se justifica pela tradicional ligação com os antigos levitas.
9
1-14
O texto reflete os tempos em que a festa da Páscoa já se havia distanciado de sua significação original - comemorar a libertação do Egito (cf. nota em Ex 12, 1-14) - para se tornar um simples sacrifício obrigatório oferecido a Javé. Os vv. 10-14 mostram que já estamos numa época em que muitos têm de viajar para celebrar a festa em jerusalém.
15-23
A nuvem luminosa é símbolo da iniciativa de Deus, que protege e guia o seu povo pelos caminhos da história. O povo não age simplesmente por própria iniciativa, mas obedece a Deus e analisa os acontecimentos, procurando neles o momento oportuno que Deus lhe dá para agir.
10
1-10
O toque da trombeta lembra as principais atividades do povo de Deus: reunir-se para tomar decisões em comum, colocar-se  em marcha na história, partir para a luta e celebrar o seu Deus. No Novo Testamento, o toque da trombeta significa anúncio do julgamento e do Reino. (cf. Ap 8-11).
11-36
Cf. nota em 2,1-34. O sogro de Moisés recebe vários nomes: Hobab (v. 29), Ragüel (Ex. 2, 18) e Jetro (Ex 3, 1). Trata-se de alguém que participou ativamente no processo de libertação e que, por isso, é convidado a participar do povo de Deus.
11
1-9
Após o processo de libertação surgem as dificuldades e obstáculos que desafiam a coragem do povo para construir uma nova realidade. Nesse momento surge a tentação de se acomodar numa  simples lembrança do passado, onde a falta de liberdade era compensada pela possibilidade de consumir bens variados. Ser livre é uma conquista contínua, e a maior tentação é a de vender a liberdade "a preço de banana".
10-15
O povo não pode jogar nas costas do líder a responsabilidade pelo próprio destino, nem o líder, em sã consciência, pode assumir tal responsabilidade
16-25
Javé responde tanto às críticas do povo (cf. nota vv. 31-35), quando às de Moisés. Um ponto importante, no processo de libertação, é fazer que a liderança não fique ligada a uma só pessoa, mas que seja repartida entre representantes legítimos de todo povo. Isso contudo, ainda não é ideal (cf. nota seguinte).
26-30
O ideal de libertação e construção de uma nova sociedade é que o povo todo seja capaz de discernir e participar conscientemente de todos os passos do processo. O episódio mostra que Deus não se limita aos canais oficiais de estruturas e instituições, por melhores que elas sejam. Cf. nota em Mc 9,38-41.
31-35
No processo de libertação, não querer enfrentar as dificuldade e julgar que a libertação deixou de existir porque não existe ainda abundância de bens, é uma atitude egoísta, que acaba destruindo o próprio processo. Aqueles que assim procedem são excluídos da caminhada.
12
1-16
Deus revela seu projeto aos profetas, que são homens capazes de ler nos acontecimentos a ação de Deus, e que dirigem o povo para a liberdade e a vida. Moisés foi profeta por excelência que discerniu e manifestou, pela palavra e ação, esse projeto divino. Por isso, ele se tornou o modelo de toda atividade profética.Nenhum profeta poderá contradizer a proposta de Deus, manifesta através de Moisés, sob pena de retardar a caminhada do povo para a vida.
13
1-33
Chega o momento de se alcançar a "terra onde corre leite e mel" (v. 27), isto é, o ideal de todo projeto de libertação. Aí, a análise da realidade (exploração do país) vai demonstrar que as coisas não são tão simples como se pode imaginar. Será preciso enfrentar os cananeus que dominam essa terra. Eles são fortes e parecem invencíveis (gigantes, cidades grandes e fortificadas). Então, o próprio objetivo a ser alcançado é minimizado ou falsificado: desprezar e denegrir o ideal é a maneira mais fácil de fugir da luta ou evitar que ela seja desencadeada. Sob a capa desse desprezo e fuga se esconde a covardia.
14
1-45
No processo de libertação, as incertezas provocam uma série de tentações: voltar às seguranças concedidas e prometidas pelo opressor (v. 2), desistir no meio da caminhada (vv. 2 e 3), renegar os verdadeiros líderes (cf. Ex 17,4), esquecer as conquistas já conseguidas (vv. 11.13-14), queimar etapas para chegar mais depressa ao objetivo (14,39-45), desprezar o ideal da libertação (cf. Nm 13,1-33), fazer separação entre a religião e os problemas concretos (cf. Ex 32). Tudo isso faz com que o projeto se torne muito mais difícil e seja retardado por gerações inteiras.
15
1-21
A oferta de alimentos para Javé, tanto de origem animal como vegetal, tem como finalidade recordar que ele é a fonte da vida e que todos os dons provêm dele.
22-31
A idéia de pecado involuntário é estranha para nós. Entretanto, se sairmos do contexto do culto, e entrarmos no contexto mais amplo da caminhada para a libertação e a vida, a idéia ganha sentido: qualquer erro, mesmo involuntário, pode prejudicar o processo. Será preciso tomar consciência dos erros cometidos, para poder evitá-los.
32-36
A lei do sábado, originalmente, visava a providenciar o descanso necessário para o povo usufruir a vida. Jesus criticará a transformação do sábado numa lei que oprime o homem e o impede de viver (cf. Mc 2,23-28; 3,1-6).
37-41
Essas borlas deviam lembrar a aliança feita com Deus libertador e as normas que orientam para a construção de uma nova sociedade. Mais tarde, esse memorial vai se transformar em simples motivo de ostentação vazia (cf. Mt 23,5).
16
1-35
O capítulo reúne, desajeitadamente, duas tradições, ficando às vezes confuso. De um lado, temos um grupo que, diante das dificuldades, preferia ter ficado na terra da escravidão, a enfrentar o caminho difícil, que é a construção de uma nova sociedade. Por outro lado, temos o conflito entre os levitas e os descendentes do sacerdote Aarão; estes lutam pelos direitos do sacerdócio, provavelmente na época do pós-exílio.
17
1-26
Aqui se desenvolve o tema da supremacia do sacerdócio de Aarão e seus descendentes. Ressalta-se também o papel do verdadeiro líder: zelar e promover o bem da comunidade.
17,27-18,7
Diante do problema levantado pelos levitas, o presente texto procura delimitar a função dos sacerdotes e a função dos levitas. A idéia refletida aqui irá criar mais tarde outra mentalidade: que os diversos graus de proximidade com Javé é que determinam o grau de santidade e pureza, ou seja, aqueles que estão mais perto do santuário é que são mais santos, e aqueles que estão distantes, são pecadores e impuros. O Novo Testamento irá contra essa mentalidade, mostrando que Deus está perto de todo o povo, principalmente dos mais pobres e necessitados.
8-32
Todos têm o direito de viver do próprio trabalho. E o trabalho dos sacerdotes e levitas é servir a Deus e à comunidade; e disso é que eles devem receber o necessário para o seu sustento. A cobiça, porém, é uma tentação constante e, na época de Jesus, o templo já havia transformado em lugar de exploração e opressão do povo. (cf. Jo 2,13-22).
19
1-22
A água da purificação, que se preparava com as cinzas de uma novilha vermelha, é uma antiga prática mágica assimilada pelos israelitas e aplicada ao sacrifício pelo pecado. Essa prática é lembrada em Hb 9,13-14: a purificação total só se consegue graças ao sangue de Cristo.
20
1-13
O episódio relembra Ex 17,1-7 (cf. nota). É difícil perceber qual foi a falta de Moisés e Aarão. Provavelmente, está no fato de que Deus mandou Moisés falar à rocha e não ao povo; em vez disso, Moisés desafia o povo e toca a rocha com a vara. Talvez o texto queira somente justificar o fato de Moisés e Aarão não terem entrado na terra prometida.
14-21
Na sua marcha para a vida, o povo liberto encontra muitos grupos que nem sequer lhe permitem a passagem.
22-29
A morte de Aarão é apresentada como castigo pela sua falta de confiança (cf. nota em 20,1-13).
21
1-3
As cidades cananéias do sul percebem a grande ameaça apresentada por esse povo liberto, disposto a conquistar uma terra. A consagração do extermínio (ou lei do anátema) significava destruir completamente tudo o que pertencia ao inimigo; desse modo, evitava-se a contaminação com qualquer sistema de vida contrário ao projeto de Javé. Horma significa extermínio.
4-9
Na antigüidade, havia um culto à serpente, adorada como divindade protetora e curadora. O texto mostra que Israel assimilou este culto (cf. 2Rs 18,4). Aqui, porém, a serpente de bronze é símbolo da proteção de Javé, que conduz o povo para a vida, entre os perigos da caminhada. Ao mesmo tempo, lembra os erros cometidos e as conseqüências desses erros, para que a marcha se mantenha dentro do projeto libertador de Javé. O Evangelho de João aplica a imagem da serpente a Jesus crucificado, sinal de salvação (Jo 3,14).
10-20
O "Livro das Guerras de Javé" e o "Cântico do Poço" são textos muito antigos que narravam tradições sobre a chegada do povo. Dele foram conservados aqui alguns fragmentos.
21-35
Quando procura conquistar espaços alternativos para formar uma nova sociedade segundo o projeto de Deus libertador, o povo se coloca inevitavelmente diante de grupos que não o apoiam, e até procuram impedir a conquista desses espaços. O povo não deve temer, porque Javé está do seu lado. A presença de um canto amorreu na Bíblia (vv, 27-30) mostra que havia grupos descontentes com a política opressora do rei. Tais grupos se unem a Israel para lutar contra o sistema opressor.
22
1-41
O povo que assume o projeto de Deus e procura realiza-lo historicamente vai se tornando mais numeroso. No entanto, muitos resistem e se opõem porque sentem o povo como amaca e seus interesses e projetos. Tais adversários procuram  paralisar e anular  a realização histórica de uma forma  alternativa de vida. Contudo, ninguém consegue consegue amaldiçoar o projeto, porque esse projeto e uma resposta aos mais profundos anseios humanos. O texto nos faz pensar no episodio de Paulo na estrada de Damasco (At 9).
23
1-12
É na obediência a Deus que surge o verdadeiro discernimento: o povo que luta para conquistar a liberdade e a vida é sempre abençoado por Deus. Quem iria amaldiçoar um povo no qual se realiza a promessa feita a Abraão? (cf. Gm 13,16; 28,14).
13-26
Um povo que luta pela liberdade e pela vida não comete crime nenhum; pelo contrário, luta para que o projeto de Deus se realize na história. Ir contra esse povo é querer lutar contra o próprio Deus.
23,27-24,13
Quem poderá desafiar um povo que luta para realizar o projeto de Deus? Ele é abençoado e conseguirá a vitória sobre os inimigos. O rei que se alude no v. 7 é provavelmente Saul, vitorioso contra os amalecitas (cf. 1Sm 15,8).
14-25
O texto primitivo mostrava na estrela a chegada de grupos marginalizados que iriam construir uma nova sociedade. Mais tarde, a estrela passou a indicar o rei Davi, visto como o ideal da autoridade política, pois ele libertou o povo dos inimigos e o reuniu para viver conforme a justiça e o direito. O Novo Testamento vê esse ideal realizado em Jesus Cristo, o descendente de Davi (cf. Mt. 2,2-7).
25
1-18
O perigo de um povo que luta para construir uma sociedade nova é cair na sedução da idolatria. Pode deixar-se levar por falsos absolutos, que desviam da meta proposta, traindo o ideal da luta  pela vida e liberdade.
26
1-65
A geração do êxodo pereceu inteira por causa da sua incoerência e infidelidade: afastou-se do projeto de libertação, que constrói uma nova sociedade (cf. nota em Nm 14,1-45). O presente recenseamento mostra que a nova geração se prepara para herdar a terra e reparti-la igualitariamente.
27
1-11
No antigo Israel, a herança passava de pai para filho. Com isso se procurava perpetuar o nome da família dentro do povo, mediante a posse da terra. A reivindicação das filhas de Salfaad introduz, nos costumes relativos à herança, uma novidade que passa a ser lei: as mulheres têm o direito de conservar a herança do pai, do mesmo modo como outros parentes próximos.
12-23
Na transmissão do cargo de Moisés para Josué, notamos que o povo de Deus conta com líderes humanos, que devem está submissos à vontade de Deus. Aqui, a vontade de Javé é expressa através de sorteio feito com os urim.Eram, provavelmente, dois objetos de cor ou tamanho diferentes, que os sacerdotes carregavam  no bolso. A extração de um ou de outro ao acaso era uma forma de sorteio, que podia responder às perguntas de modo positivo ou negativo.
28,1-30,1
O texto é um acréscimo feito pelos sacerdotes após o exílio, para regulamentar os sacrifícios no Templo (cf. Lv 1-7; 23; Ez 45).
2-17
O voto e a promessa são modos espontâneos de fazer alguma coisa além do que é prescrito pela lei. Note-se a diferença entre a legislação que atinge o homem (v. 3) e a outra que atinge a mulher (vv. 4-16): numa sociedade patriarcal, a mulher está sempre subordinada ao pai ou marido.
31
1-24
Sobre a lei do extermínio ou anátema, cf. Nm 21, 1-3 e nota. Sobre o caso de tema, cf. Nm 21,1-3 e nota. Sobre o caso de Fegor, cf. Nm 25,1-18 e notas. O texto, redigido após o exílio, recorda as normas da guerra santa, para mostrar o perigo de Israel perder a própria identidade através de matrimônios mistos.
25-54
O texto  salienta a partilha dos bens conquistados. A parte reservada para Javé é uma lembrança contínua de que ele é o líder dopovo e aquele que concede os bens da vida.
32
1-42
A ocupação de terras pelos israelitas na Transjordânia é um fato historicamente complicado. O texto quer salientar a solidariedade entre os diversos grupos: ninguém pode ficar acomodado enquanto todos não tiverem encontrado o seu lugar para morar e viver dignamente.
33
1-49
A lista procura conservar na memória do povo de Deus os lugares por onde os hebreus passaram no deserto, antes de alcançar a terra prometida. Relembrar esses lugares significa reavivar as vitórias
 e derrotas, a coragem e infidelidades, que ativaram ou retardaram a realização do projeto libertador de Javé. Essa recordação ajuda a corrigir os erros passados e incentiva a coragem nessa etapa final da caminhada.
50-56
A terra dada por Deus deve ser purificada de qualquer culto idolátrico, que poderia manter uma sociedade baseada na injustiça e desigualdade. O texto salienta que a terra é dom de Deus e deverá ser repartida igualitariamente entre todos.
34
1-15
A delimitação geográfica da terra prometida parece estar aqui ligada ao sistema político ideal das tribos. A demarcação das fronteiras não coincide com o auge do império de Salomão, e critica expansionismo e a desigualdade, características dessa época. Também não aceita a redução do território israelita, por ocasião das invasões estrangeiras. Provavelmente por trás dessa delimitação geográfica há uma crítica a dois fatores que destruíram o sistema igualitário e fraterno: a política interna de Salomão e a dominação estrangeira.
16-29
Na coordenação da partilha, a escolha dos chefes de tribos indica que é necessária a participação de todos  os grupos interessados, para que não haja decisões arbitrárias e impositivas. Com isso se procura evitar qualquer injustiça na distribuição da terra.
35
1-8
Moisés e Aarão pertenciam à tribo de Levi. Foi esta tribo a responsável pela transmissão das tradições sobre Javé, o Deus libertador que dá a terra ao povo. Essa tribo não recebeu território próprio, mas ficou espalhada entre todas as outras tribos, entre as quais exercia papel de fermento.
9-34
A terra prometida é lugar de vida: qualquer derramamento de sangue a profana. A legislação a respeito das cidades de refúgio procura proteger a vida do homicida involuntário. O vingador do sangue ou redentor é um parente próximo que procura vingar a vítima e realizar a justiça, matando a homicida.
36
1-12
Esta lei completa a outra que regula a herança das filhas (cf. nota em 27,1-12).

Nenhum comentário:

Postar um comentário