quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O Reino do Homem contra o Reino de Deus


I DOMINGO DA QUARESMA  Ano B
18 de fevereiro de 2018

1ª Leitura - Gênesis 9,8-15

9 8 Disse também Deus a Noé e as seus filhos:
9 “Vou fazer uma aliança convosco e com vossa posteridade,
10 assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra.
11 Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra.”
12 Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras:
13 Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra.
14 Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens,
15 e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura.

Nota da 1ª Leitura

O arco-íris, que aparece depois da chuva, tornou-se o sinal da aliança de Deus com toda a criação. Através dessa aliança, Deus garante a vida para todos. Doravante, qualquer destruição que aparecer na história humana será devida aos homens, e não a Deus.

Salmo - 24/25

Verdade e amor são os caminhos do Senhor.

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
e sois bondade sem limite, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça
e aos pobres e ele ensina o seu caminho.

Nota do Salmo

Súplica em estilo de reflexão sapiencial.
1-3
A menção de “inimigos” mostra que a situação tem causas ou conseqüências sociais.
4-5
A situação é obscura. O salmista pede que Deus lhe abra perspectivas.
6-7
Pede que seus erros involuntários não sejam empecilho para que Deus o trate com amor na situação angustiante em que se encontra.
8-11
Não está claro qual seja a falta ou pecado. Em todo caso, é ocasião para uma tomada de consciência e conversão.
12-15
O temor de Deus é a atitude própria de quem reconhece que Deus é Deus, e o homem não é Deus. Quando o homem reconhece que só Deus é o absoluto, passa a relativizar os projetos humanos e permanece aberto à contínua novidade do projeto de Deus.
16-22
Descreve sua própria situação deplorável e clama por libertação.

2ª Leitura - 1 Pedro 3,18-22

3 18 Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
19 É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes,
20 quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água.
21 Esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo.
22 Esse Jesus Cristo, tendo subido ao céu, está assentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades.

Nota da 2ª Leitura

Diante dos sofrimentos, o modelo sempre é a morte de Jesus, através do qual se realizou o ato definitivo da salvação. Pedro compara duas situações: o tempo de Noé e o tempo dos cristãos. No tempo de Noé, foi salvo um pequeno grupo de justos, enquanto a maioria pereceu. Com a descida de Jesus à mansão dos mortos, também eles tiveram que se confrontar com o Evangelho. No tempo dos cristãos, igualmente existe um grupo menor de batizados (“salvo pela água”), e a maioria ainda não se converteu. Agora, o testemunho dos batizados deve fazer com que os não convertidos se confrontem com o Evangelho.

Evangelho - Marcos 1,12-15

12 E logo o Espírito impeliu Jesus para o deserto.
13 Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.
14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
15 "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho."

Nota do Evangelho

12-13
A tentação no deserto resume os conflitos que Jesus vai experimentar em toda a sua vida. Deverá enfrentar o representante das forças do mal que escravizam os homens. E Deus o sustentará nessa luta.
14-15
São as primeiras palavras de Jesus: elas apresentam a chave para interpretar toda a sua atividade. Cumprimento: em Jesus, Deus se entrega totalmente. Não é mais tempo de esperar. É hora de agir. O Reino é o amor de Deus que provoca transformação radical da situação injusta que domina os homens. Está próximo: o Reino é dinâmico e está sempre crescendo. Conversão: a ação de Jesus exige mudança radical da orientação de vida. Acreditar na Boa Notícia: é aceitar o que Jesus realiza e empenhar-se com ele.

Edinólia Oliveira

O Reino do Homem contra o Reino de Deus
Eu escolhi esse tema por causa das grandes ofensas que vejo nas redes sociais e na mídia por fanatismo político de quem é direita e de quem é esquerda. Quem vai salvar o país. O que o povo quer realmente com todas essas ofensas e disputas por poder. Como depositar  e acreditar na palavra do homem que luta por um lugar na Presidência da República.  O seu reinado é liderar o dinheiro dos impostos. Quem paga realmente os impostos? É o povo ou os empresários. Quem é o Senhor e quem o escravo?
Aceitar que o reino de Deus está separado do Reino do homem é fugir do compromisso de batizado e ficar enclausurado em quatro paredes não resolve nada.
O Batizado tem que assumir a missão de Jesus Cristo como sua também; É falar da proposta de Deus através dos ensinamentos de Jesus Cristo.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

A corrupção é uma lepra da sociedade


VI DOMINGO DO TEMPO COMUM  Ano B 11 de Fevereiro de 2018

 Leitura - 2 Reis 5,9-14

5 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu.
10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: "Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa".
11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: "Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra.
12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo?" E, voltando-se, retirou-se encolerizado.
13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: "Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: ´Lava-te e serás curado´".
14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança.

Nota da 1ª Leitura

O único Deus que pode curar é Javé, e ele está ligado a um povo, a uma terra e a um projeto. A terra de Israel é sagrada, porque é a terra que Javé deu a seu povo, para realizar aí o projeto de vida. O Profeta realiza sinais que mostram a presença de Deus no meio do seu povo, o qual sofre as consequências de um sistema que causa mais opressão do que libertação. Uma das moças, escrava no estrangeiro, é capaz de ver esse Deus ultrapassando as fronteiras para curar e dar vida, enquanto o próprio rei de Israel desconhece o fato. Ao ser curado, o estrangeiro aprende que a vida é dom de Deus, e não objeto de troca. Por isso, reconhece que o único Deus é Javé. Giezi, que vive ao lado do profeta, não compreende essa gratuidade e procura tirar proveito para enriquecer-se, ganhando com isso a própria ruína. 

Salmo - 31/32

Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado
e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: “Eu irei confessar meu pecado!”
E perdoastes, Senhor, minha falta.

Regozijai-vos, ó justos, em Deus,
e no Senhor exultai de alegria!
Corações retos, cantai jubilosos!

Nota do Salmo

Agradecimento pelo perdão recebido.
1-2:
Quando Deus cobre o pecado com  o perdão, o homem se sente liberto.
3-5
Quando, porém, o homem encobre seu próprio pecado, passa a experimentar como peso o sofrimento da culpa e até o próprio Deus.
6-7
Perdoado o salmista volta para a comunidade, que unida canta o perdão. A primeira instrução é que, após o pecado, se suplique a Deus sem perda de tempo.
8-9
Instrução sapiencial, talvez feita por um sacerdote. Na experiência do perdão, o pecador descobre o caminho de Deus, que é o amor que liberta e faz viver. O importante é não ser teimoso como animal selvagem, que precisa ser domado.
10-11
Lição e convite finais: ser injusto é ser insensato, porque a injustiça acarreta sofrimento, enquanto a conversão é fonte de alegria.

2ª Leitura - 1 Coríntios 10,31-11,1

10 31 Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.
32 Não vos torneis causa de escândalo, nem para os judeus, nem para os gentios, nem para a Igreja de Deus.
33 Fazei como eu: em todas as circunstâncias procuro agradar a todos. Não busco os meus interesses próprios, mas os interesses dos outros, para que todos sejam salvos.
1 Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

Nota da 2ª Leitura

A interpretação individualista da liberdade não é cristã. O livre agir do cristão está submetido a valores maiores: a solidariedade comunitária e a responsabilidade pelo crescimento e amadurecimento comum de todos. Para atingir esses valores é que existe a liberdade.
A auto-suficiência e o fechamento egoísta criam uma falsa liberdade. E a liberdade cristã consiste em viver como filho de Deus e irmão dos outros. Dar glória a Deus é reconhecer que só Deus é absoluto. Ser irmão dos outros é viver a solidariedade para crescer junto. Paulo se apresenta como modelo a imitar, pois tem consciência de ser o “Evangelho vivo”, isto é, de viver na sua vida o próprio comportamento de Jesus.

Evangelho - Marcos 1,40-45

40 Aproximou-se de Jesus um leproso, suplicando-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me."
41 Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado."
42 E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado.
43 Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação:
44 "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
45 Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele.

Nota do Evangelho

O leproso era marginalizado, devendo viver fora da cidade, longe do convívio social, por motivos higiênicos e religiosos (Lv 13, 45-46). Jesus fica irado contra uma sociedade que produz a marginalização. Por isso, o homem curado deve apresentar-se para dar testemunho contra um sistema que não cura, mas só declara quem pode ou não participar da vida social. O marginalizado agora se torna testemunho vivo, que anuncia Jesus, aquele que purifica. E Jesus está fora da cidade, lugar que se torna o centro de nova relação social: o lugar dos marginalizados é o lugar onde se pode encontrar Jesus.

Edinólia Oliveira

Eu escrevi esse tema que a corrupção é uma lepra da sociedade. Políticos corruptos roubam o suor sagrado do trabalhador e vai dar lucro em outro país enfraquecendo nossa nação. A Política corrupta e que escraviza o povo com um sistema ditador que gera a guerra e consequentemente a fome e muitas doenças que marginalizam o povo pobre.
Na Bíblia, Palavra de Deus viva nos orienta a viver na liberdade e nos dar a sabedoria para que tenhamos saúde perdoando nossos semelhantes e vivermos unidos num só amor; O amor de Deus que nos purifica de todos pecado.



domingo, 4 de fevereiro de 2018

Pastores Mercenários

5º Domingo do Tempo Comum Ano B
04 de fevereiro de 2018

1a Leitura - Jó 7,1-4.6-7

7 1 A vida do homem sobre a terra é uma luta, seus dias são como os dias de um mercenário.
2 Como um escravo que suspira pela sombra, e o assalariado que espera seu soldo,
3 assim também eu tive por sorte meses de sofrimento, e noites de dor me couberam por partilha.
4 Apenas me deito, digo: Quando chegará o dia? Logo que me levanto: Quando chegará a noite? E até a noite me farto de angústias.
5 Minha carne se cobre de podridão e de imundície, minha pele racha e supura.
6 Meus dias passam mais depressa do que a lançadeira, e se desvanecem sem deixar esperança.
7 Lembra-te de que minha vida nada mais é do que um sopro, de que meus olhos não mais verão a felicidade.

Nota da 1ª Leitura

A condição do doente é tão dolorosa, que o tempo parece arrastar-se lentamente. Por trás da impaciência esconde-se o anseio pela cura ou, se esta é impossível, pela libertação do sofrimento através da morte.

Salmo - 146/147

Louvai a Deus, porque ele é bom e conforta os corações.

Louvai a Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave:
ele é digno de louvor, ele o merece!
O Senhor reconstruiu Jerusalém
e os dispersos de Israel juntou de novo.

Ele conforta os corações despedaçados,
ele enfaixa suas feridas e as cura;
fixa o número de todas as estrelas
e chama a cada uma por seu nome.

É grande e onipotente o nosso Deus, 
seu saber não tem medida nem limites.
O Senhor Deus é o amparo dos humildes,
mas dobra até o chão os que são ímpios.

Nota do Salmo

Hino de louvor ao Deus que liberta e restaura a vida do seu povo.
1: Convite ao louvor
2-3
Motivos fundamentais: a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém.
4-11
Deus é o Senhor do universo, conduzindo o ritmo da natureza . É também o Senhor da história, onde realiza o julgamento para libertar os pobres. Sua exigência é que o povo reconheça como único Deus e confie no seu amor.
12-14
O novo convite é feito aos repatriados, que podem agora habitar tranquilos na cidade.
15-20
Síntese: Deus é o Senhor absoluto do universos e da história, que ele dirige com sua palavra.

2ª Leitura - 1 Coríntios 9,16-19.22-23

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios.
9 16 Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!
17 Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta.
18 Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere.
19 Embora livre de sujeição de qualquer pessoa, eu me fiz servo de todos para ganhar o maior número possível.
22 Fiz-me fraco com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos.
23 E tudo isso faço por causa do Evangelho, para dele me fazer participante.

Nota da 2ª Leitura

Paulo não reivindica nenhum direito. Não considera seu ministério como profissão, da qual poderia tirar proveito e prestígio, mas como missão, na qual o Senhor o empenhou pessoalmente. Paulo vive a liberdade radical, que o leva a tornar-se disponível e solidário para com todos.
Usando as imagens do atletismo e do pugilato, Paulo incentiva os cristãos a lutarem pela fé; e isso não pode ser feito sem séria disciplina.

Evangelho - Marcos 1,29-39

1 29 Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela.
31 Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los.
32 À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio. 33 Toda a cidade estava reunida diante da porta.
34 Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam.
35 De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração.
36 Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo.
37 Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram."
38 E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim."
39 Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios.

Nota do Evangelho

29-34
Para os antigos, a febre era de origem demoníaca. Libertos do demônio, os homens podem levantar-se e pôr-se a serviço. Os demônios reconhecem que é Jesus, porque sentem que a palavra e ação dele ameaça o domínio que eles têm sobre o homem.
35-39
O deserto é ponto de partida para a missão. Aí Jesus encontra o Pai, que o envia para salvar os homens. Mas encontra também a tentação: Pedro sugere que Jesus aproveite a popularidade conseguida num dia. É o primeiro diálogo com  os discípulos, e já se nota tensão.

Edinólia Oliveira

Eu usei esse tema de hoje de uma crítica aos pastores. Generalizando todo líder religioso que visa em primeiro lugar o dinheiro e o poder. Jesus é totalmente o inverso de ter poder e dinheiro. A primeira proposta de Jesus é a cura. Uma cura física e mental e espiritual.

Os demônios são egoístas e dominam a fraqueza humana. Na obediência prática dos ensinamentos de Jesus Cristo, reconhecemos o valor de ser um missionário e propagar a verdadeira felicidade  e saúde mental aos seres humanos. 

sábado, 27 de janeiro de 2018

Seguir Jesus Cristo é ouvir O Criador do Mundo

4º Domingo do Tempo
Comum Ano B 28/01/2018

1a Leitura - Deuteronômio 18,15-20


Moisés falou ao povo, dizendo: 18 15 “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir.
16 Foi o que tu mesmo pediste ao Senhor, teu Deus, em Horeb, quando lhe disseste no dia da assembléia: ‘Oh! Não ouça eu mais a voz do Senhor, meu Deus, nem torne a ver mais esse fogo ardente, para que eu não morra!’
17 E o Senhor disse-me: ‘está muito bem o que disseram;
18 eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens.
19 Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso.
20 o profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto”.

Nota da 1ª Leitura

Todas as nações têm ideólogos que procuram preservar e dirigir a história e a sociedade de acordo com os interesses da classe dominante. Na antiguidade, essa função era exercida pelos adivinhos, astrólogos e magos, que as autoridades consultavam para tomar decisões importantes. O povo de Deus, porém, deve pertencer exclusivamente a Deus; por isso terá pessoas  como Moisés, que orientarão para construir uma história e sociedade de acordo com o projeto do Deus do êxodo. Esse é o critério básico para distinguir entre o profeta e os ideólogos de uma sociedade contrária ao projeto de Deus.

Salmo - 94/95

Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus! 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor, 
aclamemos o rochedo que nos salva! 
Ao seu encontro caminhemos com louvores 
e, com cantos de alegria, o celebremos! 

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, 
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 
Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, 
e nós somos o seu povo e seu rebanho, 
as ovelhas que conduz com sua mão. 

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: 
“Não fecheis os corações como em Meriba, 
como em Massa, no deserto, aquele dia, 
em que outrora vossos pais me provocaram, 
apesar de terem visto as minhas obras”. 
Nota do Salmo

Oração de louvor, com advertência em estilo profético.
O motivo do louvor é o próprio Deus vivo que criou o mundo e está acima de todos os deuses das nações e seus projetos.
O soberano do universo criou o povo e se aliou a ele, dirigindo-o na história como pastor.
Advertência profética: Deus deu a terra ao povo. Seu usufruto, porém, depende da fidelidade dos  antepassados impediu que eles entrassem na terra da liberdade e da vida, a infidelidade da geração atual poderá perdê-la

2a Leitura - 1 Coríntios 7,32-35

7 32 Irmãos, eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.
33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher,
34 e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido.
35 Digo isso para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.
Nota da 2ª Leitura
Para a Igreja primitiva era eminentes o fim do mundo e a manifestação final e gloriosa de Jesus (VV. 29.30). É nessa perspectiva que podemos compreender muitos conselhos referentes ao matrimônio, ao celibato e a virgindade: se o fim está próximo, para quer se casar e ter filhos? Na visão de Paulo, a virgindade é vista como dom total da própria vida ao Senhor, como maneira de empenhar-se totalmente no testemunho do Evangelho. Jesus já destacava a grandeza do celibato na consagração radical a Deus e ao Reino, mas sem o impor (cf. Mt 19,10-12).ª Leitura

Evangelho - Marcos 1,21-28

1 21 Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
24 "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!"
26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!"
28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.

Nota do Evangelho

A ação demoníaca escraviza e aliena o homem, impedindo-o de pensar e de agir por si mesmo (por exemplo: ideologias, propagandas, estruturas e sistemas etc.): outros pensam e agem através dele. O primeiro milagre de Jesus é fazer o homem voltar a consciência e à liberdade. Só assim o homem pode segui-lo.
Marcos não diz qual era o ensinamento de Jesus; contudo, mencionando-o junto com uma ação de cura, ele sugere que o ensinamento com autoridade repousa numa prática concreta de libertação: com sua ação Jesus interpreta as Escrituras de modo superior a toda cultura dos doutores das Lei.

Edinólia Oliveira

Ser seguidor de Jesus Cristo é romper com todo tipo de autoritarismo e ter conhecimento do poder de Deus, recolhendo Deus como o todo-poderoso e ser humilde em ouvir a Deus de forma comunitária visando a igualdade e o bem de todos.


domingo, 21 de janeiro de 2018

Esdras

1
1-11
O exílio na Babilônia terminou em 538 a.C. com o edito de Ciro (vv. 2-4). Os persas seguiam uma política de tolerância e respeito para com os costumes e a religião dos povos dominados, que continuavam politicamente dependentes e deviam pagar tributo.
Os vv. 4-6 relembram Ex. 3,21-22; 11,2-3; 12,35-36 (cf. notas). Esses versículos mostram que o "auxílio" prestado pelos estrangeiros funcionava como indenização pelo trabalho no exílio. A devolução dos objetos do Templo estimula a volta ao culto de Javé. Sasabassar é provavelmente filho do rei Jeconias (cf 2Rs 25,27-30 e nota).
A volta para a terra e a possibilidade de retornar ao projeto de Javé são passos importantes para continuar a luta pela vida e liberdade.
2
1-70
O texto é uma espécie de recenseamento dos grupos que voltaram do exílio numa caravana posterior à mencionada no capítulo 1. Os "doados" eram o grupo que fazia os trabalhos mais humildes no Templo (cf. Js 7,15-27 e nota).
Os vv. 59-63 mostram que a comunidade pós-exílica se constitui a partir do critério de raça. Sobre isso, porém, leiam-se os livros de Rute e Jonas.
3
1-13
Quem recebeu a missão de reconstruir o Templo e reorganizar o culto foi

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Os Educadores de Deus

III DOMINGO DO TEMPO COMUM  Ano B 21/01/2018

1a Leitura - Jonas 3,1-5.10

3 1 A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas nestes termos:
2 “Vai a Nínive, a grande cidade, e faze-lhe conhecer a mensagem que te ordenei”.
3 Jonas pôs-se a caminho e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era, diante de Deus, uma grande cidade: eram precisos três dias para percorrê-la.
4 Jonas foi pela cidade durante todo um dia, pregando: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída”.
5 Os ninivitas creram (nessa mensagem) de Deus, e proclamaram um jejum, vestindo-se de sacos desde o maior até o menor.
10 Diante de uma tal atitude, vendo como renunciavam aos seus maus caminhos, Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes, e não o executou.

Nota da 1ª Leitura

Uma nova ordem de Deus, e dessa vez Jonas obedece. Nínive é o símbolo do mundo pagão; por isso, é apresentada com dimensões incrivelmente vastas. O profeta ainda não mudou de idéia sobre os pagãos: sua pregação só apresenta ameaças. Todavia, vemos em Nínive aquilo que nenhum profeta conseguiu em Israel: os pagãos se arrependem e se convertem, participando da penitência inclusive os animais. Como é que Deus poderia negar o perdão a essa gente mais sensata que o povo de Israel?

Salmo - 24/25

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,
Vossa verdade me oriente e me conduza.


Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
Porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
e sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Nota do Salmo

Súplica em estilo de reflexão sapiencial.
1-3
A menção de “inimigos” mostra que a situação tem causas ou conseqüências sociais.
4-5
A situação é obscura. O salmista pede que Deus lhe abra perspectivas.
6-7
Pede que seus erros involuntários não sejam empecilho para que Deus o trate com amor na situação angustiante em que se encontra.
8-11
Não está claro qual seja a falta ou pecado. Em todo caso, é ocasião para uma tomada de consciência e conversão.
12-15
O temor de Deus é a atitude própria de quem reconhece que Deus é Deus, e o homem não é Deus. Quando o homem reconhece que só Deus é o absoluto, passa a relativizar os projetos humanos e permanece aberto à contínua novidade do projeto de Deus.
16-22
Descreve sua própria situação deplorável e clama por libertação.

2a Leitura - 1 Coríntios 7,29-31
7 29 Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem;
30 os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;
31 os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.

Nota da 2ª Leitura

Para a Igreja primitiva era eminentes o fim do mundo e a manifestação final e gloriosa de Jesus (VV. 29.30). É nessa perspectiva que podemos compreender muitos conselhos referentes ao matrimônio, ao celibato e a virgindade: se o fim está próximo, para quer se casar e ter filhos? Na visão de Paulo, a virgindade é vista como dom total da própria vida ao Senhor, como maneira de empenhar-se totalmente no testemunho do Evangelho. Jesus já destacava a grandeza do celibato na consagração radical a Deus e ao Reino, mas sem o impor (cf. Mt 19,10-12).

Evangelho - Marcos 1,14-20

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
15 "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho."
16 Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
17 Jesus disse-lhes: "Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens."
18 Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no.
19 Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo.
20 Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.
Nota do Evangelho

São as primeiras palavras de Jesus: elas apresentam a chave para interpretar toda a sua atividade. Cumprimento: em Jesus, Deus se entrega totalmente. Não é mais tempo de esperar. É hora de agir. O Reino é o amor de Deus que provoca transformação radical da situação injusta que domina os homens. Está próximo: o Reino é dinâmico e está sempre crescendo. Conversão: a ação de Jesus exige mudança radical da orientação de vida. Acreditar na Boa Notícia: é aceitar o que Jesus realiza e empenhar-se com ele.
O chamado dos primeiros discípulos é um convite aberto a todos os que ouvem as palavras de Jesus. Simão e André deixam a profissão; Tiago e João deixam a família... Seguir a Jesus implica deixar as inseguranças que possam impedir o compromisso com uma ação transformadora.

Edinólia Oliveira

Há um bom tempo fui catequista, e hoje tenho a graça de ser chamada a ser assessora da Infância Missionária. Educar crianças de 5 a 9 anos para a Missão. Anunciar a Palavra de Deus a outras crianças. Despertar desde criança o sentido missionário. O compromisso do Batizado. Eu acredito firmemente que a educação é a chave para diminuir a violência. A Palavra de Deus é o caminho para a Paz Mundial e  o manual de vida para a justiça e a igualdade social.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Como podemos ouvir a vós de Deus?

A Igreja Católica Romana, de acordo com o general romano Calendário, comemora em Domingo, 2018-01-14 o seguinte:
DOMINGO DO SEGUNDA SEMANA DO TEMPO COMUM Ano B14/01/2018
PRIMEIRA LEITURA Leitura do Primeiro Livro de Samuel 3,3b-10.19

Fala, Senhor, que teu servo escuta
Naqueles dias:
3b
Samuel estava dormindo no templo do Senhor,
onde se encontrava a arca de Deus.
4Então o Senhor chamou: 'Samuel, Samuel!'
Ele respondeu: 'Estou aqui'.
5E correu para junto de Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Eli respondeu: 'Eu não te chamei.
Volta a dormir!'
E ele foi deitar-se.
6O Senhor chamou de novo: 'Samuel, Samuel!'
E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Ele respondeu: 'Não te chamei, meu filho.
Volta a dormir!'
7Samuel ainda não conhecia o Senhor,
pois, até então, a palavra do Senhor
não se lhe tinha manifestado.
8O Senhor chamou pela terceira vez: 'Samuel, Samuel!'
Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Eli compreendeu que era o Senhor
que estava chamando o menino.
9Então disse a Samuel:
'Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás:
'Senhor, fala, que teu servo escuta!'
E Samuel voltou ao seu lugar para dormir.
10O Senhor veio, pôs-se junto dele
e chamou-o como das outras vezes: 'Samuel! Samuel!'
E ele respondeu: 'Fala, que teu servo escuta'.
19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele.
E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras.
Nota da 1ª Leitura
3,1 – 4,1
Narrando a vocação de Samuel, a Bíblia inicia a grande lista dos profetas, cuja função é serem porta-vozes de Deus: ele anunciam claramente o que Deus está realizando ou vai realizar dentro da história. Neste relato a função profética aparece em Israel antes de surgir e formar o Estado com autoridade política central. A Bíblia quer mostrar que o profeta é aquele que mantém viva a consciência crítica de um povo: ele deve impedir que as autoridades políticvas se absolutizem e oprimam o povo.
O texto faz pensar na vocação de cada pessoa. Deus chama cada um de nós para exercer uma função dentro do projeto de Deus. Projeto esse voltado para a liberdade e a vida. Cada pessoa é um modo de Deus dizer a palavra que constrói a sociedade e a história. É preciso que cada um  aprenda distinguir a voz de Deus, sem confundi-la com a voz daqueles produzem e matem uma estrutura de sociedade voltada para a escravidão e a morte.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo - Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R.8a.9a)
R. Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade.!
2Esperando, esperei no Senhor,*
e inclinando-se, ouviu meu clamor.
4Canto novo ele pôs em meus lábios,*
um poema em louvor ao Senhor.R.
7Sacrifício e oblação não quisestes,*
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,*
holocaustos por nossos pecados. R.
8E então eu vos disse: 'Eis que venho!'*
Sobre mim está escrito no livro:
9'Com prazer faço a vossa vontade,*
guardo em meu coração vossa lei!'R.
10Boas-novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;*
vós sabeis: não fechei os meus lábios!R.
Nota do Salmo
Oração de agradecimento, incluindo a súplica numa situação que acarreta perigo de vida.
2-4
Libertando um salmista de um perigo de morte, a ação de Deus torna-se motivo de confiança para a comunidade que participa do agradecimento.
5-6
Pequeno hino de louvor lembrando as intervenções libertadoras de Deus. Feliz o justo que na dificuldade não confia em seu projeto pessoal, mas busca libertação no projeto de Deus.
7-9
Por ocasião do agradecimento, costumava-se oferecer um sacrifício. Deus, porém, não  quer sacrifício, e sim que o homem realize a vontade dele. Para isso, é preciso assimilar o projeto de Deus (“lei”).
10-11
Não basta assimilar. É preciso também anunciar a justiça de Deus, através da palavra e ação.
12-13
A vivência e testemunho se transformam em súplica de Deus para que continue agindo em outras situações.
14-16
Talvez seja o conteúdo da súplica que gerou a libertação e o agradecimento.  A situação é claramente de conflito social.
17-18
O salmista pertence à comunidade dos pobres, cuja única defesa consiste em se organizar ao redor de Deus e de seu projeto.

SEGUNDA LEITURA Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 6, 13c-15a.17-20

Vossos corpos são membros de Cristo
Irmãos: 
13cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo;
14e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. 
15aPorventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? 
17Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 
18Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo. 
19Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? 
20De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo. Palavra do Senhor.
Nota da 2ª Leitura
Paulo enfrenta uma falsa concepção de liberdade, extremamente permissiva em questões de vida sexual. Como princípio, ele salienta que nem tudo convém à condição cristã. Em outras palavras: o cristão deve saber discernir o que leva ao crescimento e à realização da pessoa humana. Uma vez que foi resgatado por Cristo para viver a liberdade, ele não deve deixar-se escravizar de novo, nem mesmo pelo próprio corpo, muitas vezes injuriando o próprio corpo.

EVANGELHO João 1,35-42

Foram ver onde Jesus morava e permaneceram com ele
Naquele tempo:
35João estava de novo com dois de seus discípulos
36e, vendo Jesus passar, disse:
'Eis o Cordeiro de Deus!'
37Ouvindo essas palavras,
os dois discípulos seguiram Jesus.
38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo,
Jesus perguntou:
'O que estais procurando?'
Eles disseram:
'Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?'
39Jesus respondeu: 'Vinde ver'.
Foram pois ver onde ele morava
e, nesse dia, permaneceram com ele.
Era por volta das quatro da tarde.
40André, irmão de Simão Pedro,
era um dos dois que ouviram as palavras de João
e seguiram Jesus.
41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão
e lhe disse: 'Encontramos o Messias
(que quer dizer: Cristo)'.
42Então André conduziu Simão a Jesus.
Jesus olhou bem para ele e disse:
'Tu és Simão, filho de João;
tu serás chamado Cefas' (que quer dizer: Pedra).
Nota do Evangelho
João descreve os sete dias da nova criação. No primeiro dia, João Batista afirma: “No meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem.” Nos dias seguintes vemos como João Batista, João, André, Simão, Filipe e Natanael descobrem a Jesus. É sempre uma testemunha que aponta Jesus para outra. O último dia será o casamento em Caná, onde Jesus manifesta a sua glória.
“O que vocês estão procurando?” São estas as primeiras palavras de Jesus neste evangelho. Essa pergunta, ele a faz a todos os homens. Nós queremos saber quem é Jesus, e ele nos pergunta sobre o que buscamos na vida.
Os homens que encontraram Jesus começaram a conviver com ele. E no decorrer do tempo vão descobrindo que ele é o Mestre, o Messias, o Filho de Deus. O mesmo acontece conosco: enquanto caminhamos com Cristo, vamos progredindo no conhecimento a respeito dele.
João Batista era apenas testemunha de Jesus, a quem tudo se deve dirigir. João sabia disso; por isso convida seus próprios discípulos para que se dirijam a Jesus. E os dois primeiros vão buscar  outros. É desse mesmo modo que nós encontramos a Jesus: porque outra pessoa nos falou dele ou nos comprometeu numa tarefa apostólica.
Jesus sempre conhece aquele que o Pai coloca em seu caminho. Ele conhece Natanael debaixo da figueira e também Simão, escolhido para ser a primeira Pedra da Igreja.

Vereis o céu aberto: No sonho de Jacó, os anjos subiam e desciam por uma escada que ligava a terra ao céu (leia Gn 28,10-22). Doravante é Jesus, o Filho do Homem, a nova ligação entre Deus e os homens.

Edinólia Oliveira

Como podemos ouvir a vós de Deus? A resposta é ser servo, obedecer a Deus. As Escrituras Sagradas Narra o contato que os profetas tem com Deus. Pessoas escolhidas para anunciar a Palavra de Deus. Jesus Cristo também se fez servo. Deus conosco se fez servo e nasceu numa manjedoura. Somos servos do Senhor para o escutar e anunciar a Sua Palavra. Se todos se calarem, as pedras falarão. Não podemos nos calar para que a paz no mundo.