sábado, 9 de dezembro de 2017

Qual o melhor caminho?

2º Domingo do Advento Ano B
10 de Dezembro de 2017

1ª Leitura - Is 40,1-5.9-11

Preparai o caminho do Senhor.
1Consolai o meu povo, consolai-o!
- diz o vosso Deus -.
2Falai ao coração de Jerusalém
e dizei em alta voz que sua servidão acabou
e a expiação de suas culpas foi cumprida;
ela recebeu das mãos do Senhor
o dobro por todos os seus pecados.
3Grita uma voz:
'Preparai no deserto o caminho do Senhor,
aplainai na solidão a estrada de nosso Deus.
4Nivelem-se todos os vales,
rebaixem-se todos os montes e colinas;
endireite-se o que é torto
e alisem-se as asperezas:
5a glória do Senhor então se manifestará,
e todos os homens verão juntamente
o que a boca do Senhor falou'.
9Sobe a um alto monte,
tu, que trazes a boa nova a Sião;
levanta com força a tua voz,
tu, que trazes a boa nova a Jerusalém,
ergue a voz, não temas;
dize às cidades de Judá: 'Eis o vosso Deus,
10eis que o Senhor Deus vem com poder,
seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, 
eis à sua frente a vitória.
11Como um pastor, ele apascenta o rebanho,
reúne, com a força dos braços, os cordeiros
e carrega-os ao colo;
ele mesmo tange as ovelhas-mães'.
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª Leitura
Em pleno exílio, o profeta entrevê a alegria de Jerusalém ao saber que os exilados estão voltando. Terminou o tempo da escravidão e começa o novo êxodo. Javé caminha junto com seu povo na ternura de um pastor que cuida do rebanho. É do fundo triste de uma escravidão sofrida que brota a esperança alegre e libertadora (cf. Ex 3,7-9). Os evangelhos sinóticos citam o texto para falar  da libertação definitiva trazida por Jesus Cristo. (cf. Mt 3,3; Mc 1,3; Lc 3,4)


Salmo - Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R.8)

R. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

9aQuero ouvir o que o Senhor irá falar:*
é a paz que ele vai anunciar;
9ba paz para o seu povo e seus amigos,*
para os que voltam ao Senhor seu coração.
10Está perto a salvação dos que o temem,*
e a glória habitará em nossa terra. 
R.

11A verdade e o amor se encontrarão,*
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,*
e a justiça olhará dos altos céus. 
R.

13O Senhor nos dará tudo o que é bom,*
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente*
e a salvação há de seguir os passos seus. 
R.
Oração coletiva de súplica, logo após a volta do exílio.
2-4
Refere-se à recente libertação. O exílio deve valor de purificação, pois encobriu o pecado do povo, isto é, sua infidelidade a Deus.
5-8
Ao chegar do exílio, o povo se defronta com graves dificuldades: organizar a comunidade, estabelecer o culto, reconstruir o Templo, sanar sérios problemas sociais. O plano de restauração, portanto, é ainda uma grande aspiração.
9-14
A essa súplica responde um oráculo do sacerdote: Deus anuncia a paz, plenitude de condições de vida, se o povo se converter ao projeto dele. A glória ou presença de Deus volta à terra, acompanhada pelo amor, fidelidade, justiça e paz, que produzem prosperidade para todo o povo.

2ª Leitura - 2Pd 3,8-14

O que nós esperamos são novos céus e uma nova terra.
8Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos:
para o Senhor, um dia é como mil anos
e mil anos como um dia.
9O Senhor não tarda a cumprir sua promessa,
como pensam alguns, achando que demora.
Ele está usando de paciência para convosco.
Pois não deseja que alguém se perca.
ao contrário, quer que todos venham a converter-se.
10O dia do Senhor chegará como um ladrão,
e então os céus acabarão com barulho espantoso;
os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão,
e a terra será consumida com tudo o que nela se fez.
11Se deste modo tudo se vai desintegrar,
qual não deve ser o vosso empenho
numa vida santa e piedosa,
12enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus,
quando os céus em chama se vão derreter,
e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?
13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa,
são novos céus e uma nova terra,
onde habitará a justiça.
14Caríssimos, vivendo nesta esperança,
esforçai-vos para que ele vos encontre
numa vida pura e sem mancha e em paz.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura
1-10
Duas gerações de cristãos haviam esperado a vinda eminente de Jesus, e isso os ajudava a serem mais comprometidos na própria fé. Diante da demora os falsos mestres semeiam a dúvida, dizendo que tudo continua como antes. A isso o autor responde, mostrando que Deus não mede o tempo como nós; e, de outro lado, que o tempo se torna longo para ser como sinal de que Deus está dando a todos oportunidade de conversão. Quanto ao fim do mundo, ninguém sabe quando acontecerá. É preciso vigiar, pois “esse dia chegará como um ladrão”.
11-16
Assim como Deus espera pacientemente que os pecadores se convertam antes do julgamento final, do mesmo modo os que se convertem aceleram a vinda da plenitude do Reino. Não se fala propriamente de fim do mundo, mas de uma transformação em “novos céus e nova terra”: a humanidade renovada, onde se realizará nova ordem com justiça.

Evangelho - Mc 1,1-8

Endireitai as estradas do Senhor.
1Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2Está escrito no livro do profeta Isaías:
'Eis que envio meu mensageiro à tua frente,
para preparar o teu caminho.
3Esta é a voz daquele que grita no deserto:
'Preparai o caminho do Senhor,
endireitai suas estradas!''
4Foi assim que João Batista apareceu no deserto,
pregando um batismo de conversão
para o perdão dos pecados.
5Toda a região da Judéia e todos os moradores de
Jerusalém iam ao seu encontro.
Confessavam os seus pecados
e João os batizava no rio Jordão.
6João se vestia com uma pele de camelo
e comia gafanhotos e mel do campo.
7E pregava, dizendo:
'Depois de mim virá alguém mais forte do que eu.
Eu nem sou digno de me abaixar
para desamarrar suas sandálias.
8Eu vos batizei com água,
mas ele vos batizará com o Espírito Santo.'
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho
1
Todo o Evangelho de Marcos é o começo da Boa Notícia que Deus dirige aos homens. Ela continua, em todos os tempos e lugares através daqueles que seguem a Jesus.
2-8
A pregação de João Batista é grande advertência. Ele anuncia a vinda do Messias, que vai provocar uma grande transformação. É preciso está preparado, purificando-se e mudando o modo de ver a vida e de vivê-la.

Nota de Nólia Oliveira
Qual o melhor caminho?
Eu escolhi esse tema baseado nas leituras da Igreja Católica citadas acima. Nós seguimos um caminho as vezes preparados e dado pelos nossos pais. Nossos pais nos educaram para sermos de acordo o seu exemplo. Tem os pais que dão surra e gritam com seus filhos sem conversar e sem nada questionar ou explicar. Pais que ditam suas regras de conduta também de acordo aquilo que aprenderam. Pais políticos corruptos, exemplo esse que novas gerações vão achar normal no futuro: O caminho da corrupção. Pais que vão a Igreja e levam seus filhos mas não vive de acordo os ensinamentos de Cristo. Famílias unidas para resgatar crianças abandonadas e viciadas em drogas, " que é um bom caminho". Comunidade unidas em favor de uma boa educação para crianças para que no futuro tenhamos menos violência, " outro bom caminho". 
Na Bíblia nos relatos antigos o povo de Deus segue seu caminho no deserto e esperam um Messias, mas também esperam o fim do mundo como não se tivesse uma nova solução  para salvar a humanidade da escravidão, da dor e do sofrimento. Então vem um homem e explica que é o Caminho a Verdade e a Vida. Tudo o que Jesus nós ensina é para um caminho de volta ao criador. Jesus nos ensina um caminho de paz e solidariedade e amor a Deus e ao próximo.
Então Sigamos os Caminhos de Jesus e seremos muitos felizes.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Quando será o fim do mundo?

1º Domingo do Advento Ano B 3 de Dezembro de 2017
1ª Leitura - Is 63,16b-17.19b;64,2b-7
Ah! se rompesses os céus e descesses!

16bSenhor, tu és nosso Pai, nosso redentor;
eterno é o teu nome.
17Como nos deixaste andar longe de teus caminhos
e endureceste nossos corações 
para não termos o teu temor?
Por amor de teus servos,
das tribos de tua herança, volta atrás.
19bAh! se rompesses os céus e descesses!
As montanhas se desmanchariam diante de ti.
64,2bDesceste, pois, e as montanhas se derreteram 
diante de ti.
3Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém,
jamais olhos viram que um Deus, exceto tu,
tenha feito tanto pelos que nele esperam.
4Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria,
de quem se lembra de ti em teus caminhos.
Tu te irritaste, porque nós pecamos;
é nos caminhos de outrora que seremos salvos.
5Todos nós nos tornamos imundície,
e todas as nossas boas obras são como um pano sujo;
murchamos todos como folhas,
e nossas maldades empurram-nos como o vento.
6Não há quem invoque teu nome,
quem se levante para encontrar-se contigo,
escondeste de nós tua face
e nos entregaste à mercê da nossa maldade.
7Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai,
nós somos barro; tu, nosso oleiro,
e nós todos, obra de tuas mãos.
Nota da 1ª Leitura
Trata-se de uma súplica em quatro partes: meditação histórica (63,7-14); invocação a Deus Pai (63,15-19a ); pedido por uma manifestação de Deus (63, 19b-64, 4a ); confissão do pecado (64, 4b-11). Este salmo data provavelmente dos início dos exílio: diante do sofrimento, o povo relembra o passado com suas horas tristes e seus momentos de esperança, e dirige sua súplica a Deus, Pai e protetor de Israel, único que pode libertar seu filho da miséria. Para o povo, a libertação de uma questão de honra para Javé: que ele perdoe os filhos humilhados e lhes reavive a esperança.

Salmo - Is 79 2ac.3b.15-16.18-19(R.4)
R.Iluminai a vossa face sobre nós,
convertei-nos, para que sejamos salvos!
2aAo Pastor de Israel, prestai ouvidos. 
2cVós que sobre os querubins vos assentais,*
aparecei cheio de glória e esplendor! 
3bDespertai vosso poder, ó nosso Deus*
e vinde logo nos trazer a salvação! 
R.
15Voltai-vos para nós, Deus do universo!
Olhai dos altos céus e observai.*
Visitai a vossa vinha e protegei-a!
16Foi a vossa mão direita que a plantou;*
protegei-a, e ao rebento que firmastes! 
R.

18Pousai a mão por sobre o vosso Protegido,*
o filho do homem que escolhestes para vós!
19E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!*
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! 
R.
Nota do Salmo
Oração coletiva de súplica, por ocasião de uma invasão inimiga.
Israel e Javé representam o reino do Norte, do qual se mencionam três tribos.  Trata-se de uma súplica, talvez motivada pela invasão assíria, que destruiu o reino de Israel em 722 a. C.
Refrão que se repete nos VV. 8 e 20, ampliando a cada vez o nome de Deus. Ele está sempre no meio de seu povo. No entanto os momentos de perigo e dificuldades são ocasiões de suas grandes  manifestações.
Javé dos Exércitos é o título do Deus guerreiro, que luta junto com seu povo. A derrota frente ao inimigo é interpretada como castigo divino.
A situação presente contrasta com a história que Deus já realizou com o seu povo: libertação do Egito, ocupação da terra, expansão no tempo do rei Davi. A imagem da videira ou vinha é comum para representar o povo de Deus.
Súplicas repetidas, apresentando o motivo para Deus agir: trata-se da tua videira, da tua vinha. A situação difícil é também momento para tomada de consciência e conversão (v. 19).

2ª Leitura - ICor 1,3-9
Esperamos a revelação de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Irmãos: 
3Para vós, graça e paz,
da parte de Deus, nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo.
4Dou graças a Deus sempre a vosso respeito,
por causa da graça que Deus vos concedeu
em Cristo Jesus:
5Nele fostes enriquecidos em tudo,
em toda palavra e em todo conhecimento,
6à medida que o testemunho sobre Cristo
se confirmou entre vós.
7Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que
aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo.
8É ele também que vos dará perseverança
em vosso procedimento irrepreensível,
até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo.
9
Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão
com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.


Nota da 2ª Leitura
Desde o início, Paulo já salienta o aspecto da unidade, que é um dos temas fundamentais da carta: o único Senhor das igrejas é Jesus Cristo.
A evangelização da comunidade de Corinto foi completa: ela recebeu a riqueza do Evangelho e da sabedoria da vida Cristã. Este é outro tema importante da carta. Resta à comunidade perseverar no testemunho de Jesus Cristo até o fim.

Evangelho - Mc 13,33-37
Vigiai: não sabeis quando o dono da casa vem.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
33Cuidado! Ficai atentos,
porque não sabeis quando chegará o momento.
34É como um homem que, ao partir para o estrangeiro,
deixou sua casa sob a responsabilidade de seus
empregados, distribuindo a cada um sua tarefa.
E mandou o porteiro ficar vigiando.
35Vigiai, portanto, porque não sabeis
quando o dono da casa vem:
à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer.
36Para que não suceda que, vindo de repente,
ele vos encontre dormindo.
37
O que vos digo, digo a todos: Vigiai!'

Nota do Evangelho
Somente agora Jesus responde a pergunta dos discípulos (v. 4). Mas, mas em vez de dizer “quando” ou “como” acontecerá o fim, ele indica apenas como o discípulo deve se comportar na história. A tarefa do discípulo é testemunhar sem desanimar, continuando a ação de Jesus. A espera da plena manifestação de Jesus e o mundo novo por ele prometido impede, de um lado, que o discípulo se instale na situação presente; de outro, evita que o discípulo desanime, achando que o projeto de Jesus é difícil, distante e inviável.

Nólia Oliveira

Quando será o fim dos tempos. Quando será o fim do mundo. Há quem diga que o mundo não se acaba. Há quem diga que acredita apenas na ciência e que o ser humano pode destruir a terra com bombas atômicas.Outros seres humanos acham que dominam o mundo e os seres terrestres. Outros se acham deuses que controlam uma nação. 

Outros humanos acreditam que podem curar, salvar. A imaginação humana é dotada de fé e acredita no que nunca viu. A esperança surge em meio ao conflito e a escravidão causada por esses seres humano que acham que podem dominar uma determinada quantidade de pessoas que possa aprender utilizar armas para proteger o seu país, o seu território sob a ameaça de outros deuses falsos e dominadores, que tem o trunfo nas mãos com o controle dos tributos da população. O Deus Dinheiro. Mas eles estão dormindo. Os dominadores terrestres estão adormecidos diante do poder de Deus. Essa dormência é causada pelo prazer de ser adorado e elogiados pelos habitantes de seu império. Os habitantes que adoram os dominadores e líderes terrestres também estão adormecidos. 
Vamos acordar e nos preparar para o fim. Vamos acordar que procurar conhecer  e saber que o nosso criador quer que tenhamos responsabilidade por todos de comum acordo e preservar a natureza e a vida das pessoas. 
Vamos acordar e nos amar porque estamos no mesmo barco e um dia ele pode afundar.
Vamos adorar o nosso criador afazendo a Sua vontade.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O Reinado dos políticos.

34º Domingo - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo do Tempo Comum
26 de Novembro de 2017
1ª Leitura - Ez 34,11-12.15-17
11Assim diz o Senhor Deus:
Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas
e tomar conta deles.
12Como o pastor toma conta do rebanho, de dia,
quando se encontra no meio das ovelhas dispersas,
assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las
de todos os lugares em que foram dispersadas
num dia de nuvens e escuridão.
15Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas
e fazê-las repousar - oráculo do Senhor Deus - .
16Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada,
enfaixar a da perna quebrada,
fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte.
Vou apascentá-las conforme o direito.
17Quanto a vós, minhas ovelhas
- assim diz o Senhor Deus -
eu farei justiça entre uma ovelha e outra,
entre carneiros e bodes.
Palavra do Senhor.
Nota da 1ª Leitura
Liberto das autoridades que dele abusam, o povo pode reconhecer que a verdadeira autoridade é o próprio Deus, que projeta liberdade e vida para todos. Desse modo, nasce um novo discernimento político: o povo aprende que só poderá construir uma sociedade justa e fraterna quando souber escolher governantes que façam do projeto de Javé o alicerce do seu próprio projeto.
Salmo - Sl 22,1-2a.2b-3.5-6 (R.1)
R. O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.

2Pelos prados e campinas verdejantes *
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha, *
3e restaura as minhas forças.R.

5Preparais à minha frente uma mesa, *
bem à vista do inimigo,
e com óleo vós ungis minha cabeça; *
o meu cálice transborda.R.

6Felicidade e todo bem hóo de seguir-me *
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei *
pelos tempos infinitos.R.
Nota do Salmo
Oração de confiança de uma pessoa perseguida que se refugiou no templo. O temas do Pastor e do anfritião recordam a marcha pelo deserto e pelo dom da terra. A segurança junto a Deus se expressa com da ovelha cuidada pelo pastor. Junto a Deus a pessoa adquire forças para enfrentar as situações mais adversas.
Asilado no Templo, o peregrino experimenta a hospitalidade de Deus, que o acolhe, ampara e defende dos inimigos. Essa atitude de Deus é modelo para todas as comunidades que se comprometem com o projeto dele.

2ª Leitura - 1Cor 15,20-26.28
Irmãos:
20Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos
como primícias dos que morreram.
21Com efeito, por um homem veio a morte e é também
por um homem que vem a ressurreição dos mortos.
22Como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos reviverão.
23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada:
Em primeiro lugar, Cristo, como primícias;
depois, os que pertencem a Cristo,
por ocasião da sua vinda.
24A seguir, será o fim,
quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois
de destruir todo principado e todo poder e força.
25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus
inimigos estejam debaixo de seus pés.
26O último inimigo a ser destruído é a morte.
28E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele,
então o próprio Filho se submeterá
àquele que lhe submeteu todas as coisas,
para que Deus seja tudo em todos.
Palavra do Senhor.
Nota da 2ª Leitura
Dois estados da humanidade se opõem: o pecado e a morte, dos quais Adão é o símbolo; a graça e a vida, realizadas em Cristo (cf. Rm 5,17-21). A partir do pecado, existem na sociedade forças e estruturas que invertem o destino humano, desagregando, pervertendo, e até mesmo levando os homens à morte. Cristo foi morto por esta estrutura, mas Deus o ressuscitou e lhe deu poder de destruí-las. Após vencer essas forças, também a morte será vencida; então o triunfo será definitivo. Unida a Cristo, a humanidade estará de novo submetida a Deus e o Reino de Deus se manifestará completamente.
Evangelho - Mt 25,31-46
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
31Quando o Filho do Homem vier em sua glória,
acompanhado de todos os anjos,
então se assentará em seu trono glorioso.
32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele,
e ele separará uns dos outros,
assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
33E colocará as ovelhas à sua direita
e os cabritos à sua esquerda.
34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita:
`Vinde benditos de meu Pai!
Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou
desde a criação do mundo!
35Pois eu estava com fome e me destes de comer;
eu estava com sede e me destes de beber;
eu era estrangeiro e me recebestes em casa;
36eu estava nu e me vestistes;
eu estava doente e cuidastes de mim;
eu estava na prisão e fostes me visitar'.
37Então os justos lhe perguntarão:
`Senhor, quando foi que te vimos com fome
e te demos de comer?
com sede e te demos de beber?
38Quando foi que te vimos como estrangeiro
e te recebemos em casa,
e sem roupa e te vestimos?
39Quando foi que te vimos doente ou preso,
e fomos te visitar?'
40Então o Rei lhes responderá:
`Em verdade eu vos digo,
que todas as vezes que fizestes isso
a um dos menores de meus irmãos,
foi a mim que o fizestes!'
41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda:
`Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno,
preparado para o diabo e para os seus anjos.
42Pois eu estava com fome e não me destes de comer;
eu estava com sede e não me destes de beber;
43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa;
eu estava nu e não me vestistes;
eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'.
44E responderão também eles:
`Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede,
como estrangeiro, ou nu, doente ou preso,
e não te servimos?'
45Então o Rei lhes responderá:
`Em verdade eu vos digo,
todas as vezes que não fizestes isso
a um desses pequeninos,
foi a mim que não o fizestes!'
46Portanto, estes irão para o castigo eterno,
enquanto os justos irão para a vida eterna'.
Palavra da Salvação.
Nota do Evangelho
Esta é a única cena dos Evangelhos que mostra qual será o conteúdo do juízo final. Os homens vão ser julgados pela fé que tiveram em Jesus. Fé que significa reconhecimento e compromisso com a pessoa concreta de Jesus. Porém, onde está Jesus? Está identificado com os pobres e oprimidos, marginalizados por uma sociedade baseada na riqueza e no poder. Por isso, o julgamento será sobre a realização ou não de uma prática de justiça em favor da libertação dos pobres e oprimidos. Esta é a prática central da fé, desde o início apresentado por Mateus como o cerne de toda atividade de Jesus: “cumprir toda justiça” (3,15). É a condição para participar da vida do Reino.
Nólia Oliveira
Vejam como é desafiador a proposta do Reinado de Jesus Cristo no meio de nós. No Juízo final as pessoas serão julgadas se forem misericordiosas com os pobres e estrangeiros. 2018 é um ano eleitoral, várias propostas que os políticos criam para se reelegerem, muitas promessas. Época propícia para se falar dos pobres. Vídeos e áudios sensacionais e que fazem chorar. Depois que conseguem se eleger começa a guerra por conquistar o máximo de dinheiro possível por que sabe que um dia vai deixar de ser político. A luta por poder  é sabendo que sendo pobre não vai poder os privilégios que um político eleito tem.
O pobre morre por falta de condições de comprar medicamentos e pagar os autos preços de uma cirurgia. Salários super valorizados de médicos, Juízes de Governantes. Quando se está no poder, eles não se lembram das promessas de Deus. Eles não acreditam na Bíblia. Através dos impostos eles vivem uma vida de Reis. Os ricos e pobres pagam impostos. A injustiça está bem visível no salário do trabalhador e no alto salário do Empregador. È Justo? Desvalorizar a vida e a saúde de um pobre trabalhador, enquanto um sempre com seus privilégios?
Mas Deus julga também quem não quer trabalhar.. e também julga que quer explorar.
Então o julgamento será para aqueles que são solidários para com os que não teve condições de trabalhar e se desenvolver e os que não sabem sobreviver.

A Proposta para se salvar é amparar e acolher os pobres.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quem é fiel?

33º Domingo do Tempo Comum Ano A 19/11/2017
1ª Leitura - Pr 31,10-13.19-20.30-31
Com habilidade trabalham as suas mãos.
10Uma mulher forte, quem a encontrará?
Ela vale muito mais do que as jóias.
11Seu marido confia nela plenamente,
e não terá falta de recursos.
12Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto,
todos os dias de sua vida.
13Procura ló e linho,
e com habilidade trabalham as suas mãos.
19Estende a mão para a roca e seus dedos seguram o fuso.
20Abre suas mãos ao necessitado
e estende suas mãos ao pobre.
30O encanto é enganador e a beleza é passageira;
a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor.
31Proclamem o êxito de suas mãos,
e na praça louvem-na as suas obras!
Palavra do Senhor.
Nota da 1ª Leitura
Mais do que elogio a uma determinada esposa, o poema proclama a sabedoria personificada como esposa ideal, que leva o homem para a justiça, honra, prosperidade  e vida. É a companheira ideal para todos, homens e mulheres. Dessa forma a mulher fica livre das exigências desmedidas que a sociedade patriarcal e machista lhe impõe. 
Salmo - Sl 127,1-2.3.4-5 (R. 1a)
R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

1Feliz és tu se temes o Senhor*
e trilhas seus caminhos!
2Do trabalho de tuas mãos hás de viver,*
serás feliz, tudo irá bem!R.

3A tua esposa é uma videira bem fecunda*
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira*
ao redor de tua mesa.R.

4Será assim abençoado todo homem*
que teme o Senhor.
5O Senhor te abençoe de Sião,
cada dia de tua vida;*
para que vejas prosperar Jerusalém.R.
Nota do Salmo
Oração em estilo sapiencial ( sentença moral) sobre a felicidade do justo.
Temer a Deus consiste em reconhecer que só ele é Deus, e o homem não é Deus. Daí nasce a obediência à vontade de Deus, que abençoa e ensina o caminho da vida: trabalho honesto, amor matrimonial, paternidade e maternidade que partilham a vida.
Do ciclo familiar para todo o povo: da cidade da aliança Deus abençoa a todos, criando uma história de paz.
2ª Leitura - 1Ts 5,1-6
Que esse dia não vos surpreenda como um ladrão.
1Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos,
não há por que vos escrever.
2Vós mesmos sabeis perfeitamente
que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite.
3Quando as pessoas disserem: 'Paz e segurança!',
então de repente sobrevirá a destruição,
como as dores de parto sobre a mulher grávida.
E não poderão escapar.
4Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo
que esse dia vos surpreenda como um ladrão.
5Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia.
Não somos da noite, nem das trevas.
6Portanto, não durmamos, como os outros,
mas sejamos vigilantes e sóbrios.
Palavra do Senhor.
Nota da 2ª Leitura
Saber com precisão a data da parusia de Cristo é desejo muito humano, porém fadado à frustração.Conforme a tradição cristã, só Deus Pai conhece o momento preciso: "Quanto a esse dia e hora , ninguém sabe nada, nem os anjos do céu, nem o Filho. Somente o Pai é que sabe". (Mc 13,32). Aos cristãos cabe esperar com espírito vigilante. 
Evangelho - Mt 25,14-30
Como foste fiel na administração de tão
pouco, vem participar de minha alegria.
Naquele tempo,
Jesus contou esta parábola a seus discípulos:
14Um homem ia viajar para o estrangeiro.
Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens.
15A um deu cinco talentos,
a outro deu dois e ao terceiro, um;
a cada qual de acordo com a sua capacidade.
Em seguida viajou.
16O empregado que havia recebido cinco talentos
saiu logo,
trabalhou com eles, e lucrou outros cinco.
17Do mesmo modo, o que havia recebido dois
lucrou outros dois.
18Mas aquele que havia recebido um só,
saiu, cavou um buraco na terra,
e escondeu o dinheiro do seu patrão.
19Depois de muito tempo, o patrão voltou
e foi acertar contas com os empregados.
20O empregado que havia recebido cinco talentos
entregou-lhe mais cinco, dizendo:
`Senhor, tu me entregaste cinco talentos.
Aqui estão mais cinco que lucrei'.
21O patrão lhe disse: `Muito bem, servo bom e fiel!
como foste fiel na administração de tão pouco,
eu te confiarei muito mais.
Vem participar da minha alegria!'
22Chegou também o que havia recebido dois talentos,
e disse:
`Senhor, tu me entregaste dois talentos.
Aqui estão mais dois que lucrei'.
23O patrão lhe disse: `Muito bem, servo bom e fiel!
Como foste fiel na administração de tão pouco,
eu te confiarei muito mais.
Vem participar da minha alegria!'
24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento,
e disse: `Senhor, sei que és um homem severo,
pois colhes onde não plantaste
e ceifas onde não semeaste.
25Por isso fiquei com medo
e escondi o teu talento no chão.
Aqui tens o que te pertence'.
26O patrão lhe respondeu: `Servo mau e preguiçoso!
Tu sabias que eu colho onde não plantei
e que ceifo onde não semeei?
27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco,
para que, ao voltar,
eu recebesse com juros o que me pertence.'
28Em seguida, o patrão ordenou:
`Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez!
29Porque a todo aquele que tem
será dado mais, e terá em abundância,
mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.
30Quanto a este servo inútil,
jogai-o lá fora, na escuridão.
Ali haverá choro e ranger de dentes!'
Palavra da Salvação.
Nota do Evangelho

Não basta está preparado, esperando passivamente a manifestação de Jesus. É preciso arriscar e lançar-se à ação, para que os dons recebidos frutifiquem e cresçam. Jesus confiou a comunidade cristã a revelação da vontade de Deus e a chave do Reino. No julgamento, ele pedirá contas por esse dom. A comunidade o repartiu e o fez crescer, ou escondeu dos homens?

sábado, 11 de novembro de 2017

Quem é sábio?

32º Domingo do Tempo Comum Ano A da Igreja Católica - 12/11/2017
1ª Leitura - Sb 6,12-16
A sabedoria é encontrada por aqueles que a procuram.
Leitura do Livro da Sabedoria 6,12-16
12A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam,
e é encontrada por aqueles que a procuram.
13Ela até se antecipa,
dando-se a conhecer aos que a desejam.
14Quem por ela madruga não se cansará,
pois a encontrará sentada à sua porta.
15Meditar sobre ela é a perfeição da prudência;
e quem ficar acordado por causa dela
em breve há de viver despreocupado.
16Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem,
cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas
e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.
Palavra do Senhor.
Nota da 1ª Leitura
A sabedoria é o bom senso que cresce e se aprofunda em meio a adversidade. No exercício continuo do discernimento sobre circunstâncias e situações. O desejo de aprender é o ponto de partida; o ponto de chagada ultrapassa a nossa vida, pois a perfeição da sabedoria é o próprio discernimento de Deus.

Salmo - Sl 62,2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)
R. A minh'alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

2Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!*
Desde a aurora ansioso vos busco!
A minh'alma tem sede de vós,
minha carne também vos deseja,*
como terra sedenta e sem água!R.

3Venho, assim, contemplar-vos no templo,*
para ver vossa glória e poder.
4Vosso amor vale mais do que a vida:*
e por isso meus lábios vos louvam.R.

5Quero, pois vos louvar pela vida,*
e elevar para vós minhas mãos!
6A minh'alma será saciada,
como em grande banquete de festa;*
cantará a alegria em meus lábios.R.

7Penso em vós no meu leito, de noite,*
nas vigílias suspiro por vós!
8Para mim fostes sempre um socorro;*
de vossas asas à sombra eu exulto!R.
Nota do Salmo
Súplica de um levita exilado.
Longe do Templo, onde se manifesta a presença do  Deus da Aliança, o levita se sente privado do seu elemento vital.
Na esperança de voltar um dia a participar do louvor e banquetes rituais, o salmista reconhece que o amor de Deus vale mais do que a vida. Esta só tem sentido quando movida por esse amor.
Lembrança de Deus, no silêncio da noite. Mesmo longe do Templo e da terra prometida, o exilado sente a presença de Deus que lhe sustenta o ânimo. Tratas-se de uma presença muito especial: a ausência sentida.
Os inimigos são os de portadores. A mensão do rei, talvez Sedecias, faz pensar que o salmista teria sido deportado em 597 a.C. 


2ª Leitura - 1Ts 4,13-18
Deus trará de volta, com Cristo, os que
através dele entraram no sono da morte.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 4,13-18
13Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza
a respeito dos mortos,
para que não fiqueis tristes
como os outros, que não têm esperança.
14Se Jesus morreu e ressuscitou - e esta é nossa fé -
de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo,
os que através dele entraram no sono da morte.
15Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor:
nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor
não levaremos vantagem em relação aos que morreram.
16Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem,
à voz do arcanjo e ao som da trombeta,
descerá do céu
e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17Em seguida, nós que formos deixados com vida
seremos arrebatados com eles nas nuvens,
para o encontro com o Senhor, nos ares.
E assim estaremos sempre com o Senhor.
18Exortai-vos, pois, uns aos outros,
com estas palavras.
Palavra do Senhor.


Evangelho - Mt 25,1-13
O noivo está chegando. Ide ao seu encontro.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25,1-13
Naquele tempo,
disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola:
1'O Reino dos Céus é como a história das dez jovens
que pegaram suas lâmpadas de óleo
e saíram ao encontro do noivo.
2Cinco delas eram imprevidentes,
e as outras cinco eram previdentes.
3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas,
mas não levaram óleo consigo.
4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo
junto com as lâmpadas.
5O noivo estava demorando
e todas elas acabaram cochilando e dormindo.
6No meio da noite, ouviu-se um grito:
`O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!'
7Então as dez jovens se levantaram
e prepararam as lâmpadas.
8As imprevidentes disseram às previdentes:
`Dai-nos um pouco de óleo,
porque nossas lâmpadas estão se apagando.'
9As previdentes responderam:
`De modo nenhum,
porque o óleo pode ser insuficiente
para nós e para vós.
É melhor irdes comprar aos vendedores'.
10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou,
e as que estavam preparadas
entraram com ele para a festa de casamento.
E a porta se fechou.
11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram:
`Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!'
12Ele, porém, respondeu:
`Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!'
13Portanto, ficai vigiando,
pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho
Nesta parábola, o noivo é Jesus, que que virá no fim da história. As virgens representam as comunidades cristãs, que devem sempre está preparadas para o encontro com o Senhor, mediante a prática da justiça (o óleo).