domingo, 3 de junho de 2018

“A lei dos homens”


IX DOMINGO DO TEMPO COMUM Ano B

1a Leitura - Deuteronômio 5,12-15

Assim fala o Senhor: 5 12 “Guarda o dia de sábado, para o santificares, como o Senhor teu Deus te mandou. 13 Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras. 14 O sétimo dia é o do sábado, o dia do descanso dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu boi, nem teu jumento, nem algum de teus animais, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades, para que assim teu escravo e tua escrava repousem da mesma forma que tu. 15 Lembra-te de que foste escravo no Egito e que de lá o Senhor teu Deus te fez sair com mão forte e braço estendido. É por isso que o Senhor teu Deus
te mandou guardar o sábado.
Palavra do Senhor.
Nota da 1ª Leitura
Cf. nota em Ex 20,1-21. Note-se que o texto do Deuteronômio frisa uma atualização contínua da Aliança (v. 2). O 3º mandamento (vv. 12-15) tem motivação social: Israel já experimentou a escravidão; por isso, o repouso do sábado torna-se uma comemoração semanal da libertação. Além do mais, esse mandamento impulsiona para uma relação social igualitária: "Desse modo, seu escravo e sua escrava poderão repousar como você". 

Salmo - 80/81

Exultai no Senhor, a nossa força!

Cantai salmos, tocai tamborim,
harpa e lira suaves tocai!
Na lua nova soai a trombeta,
na lua cheia, na festa solene!.

Porque isto é costume em Jacó,
um preceito do Deus de Israel;
uma lei que foi dada a José,
quando o povo saiu do Egito.

Eis que ouço uma voz que não conheço:
'Aliviei as tuas costas de seu fardo,
cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
Na angústia a mim clamaste, e te salvei.

Em teu meio não exista um deus estranho
nem adores a um deus desconhecido!
Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor,
que da terra do Egito te arranquei.

Nota do Salmo

Acusação em estilo profético, convidando o povo a conversão.
2-6a. 
Introdução em forma de hino. A ocasião é a festa das Tendas, que relembra a libertação do Egito e a caminhada pelo deserto. A celebração reafirma a fidelidade de Deus do êxodo. 
6b.-11
Um profeta toma a palavra para recordar os fatos fundamentais da fé e da história. Fatos que levaram Israel ao compromisso com Deus; libertação da escravidão, tentação no deserto e teofania no Sinai. Tudo isso da direito a Deus para questionar a vida do seu povo, que violou o primeiro mandamento, abandonando o Deus libertador para servir os ídolos opressores. 
12-17
A infidelidade acarreta o pior dos castigos: Deus abandona o povo à sua própria consciência pervertida, que passa a trilhar caminhos que não levam para a liberdade nem para a vida. O tom nostálgico, porém, mostra que essa acusação procura fazer o povo voltar a si e converter-se.



2ª Leitura – 2ª Coríntios 4, 6-11

Irmãos: 4 6 Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo. 7 Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro,
para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8 Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia;
postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9 perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10 por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11 De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura

A vida de Paulo parece frustração e fracasso diante do êxito que os novos mestres da doutrina conseguem. O prestígio fácil, porém, não é sinal de Evangelho autêntico. Este provoca sempre conflitos e perseguições, fazendo que a testemunha participe do caminho de Jesus em direção à morte e à ressurreição. E um primeiro aspecto dessa ressurreição já se manifesta no testemunho vivo da comunidade, que foi gerada pelo testemunho do apóstolo, cuja fraqueza humana se torna instrumento da força de Deus.

Evangelho - Marcos 2,23-3,6 ou 23-28

2,23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25 Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27 E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. 3,1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca.
2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: 'Levanta-te e fica aqui no meio!' 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de oração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao sairem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo
Palavra da Salvação

Nota do Evangelho

O centro da obra de Deus é o homem, e cultuar a Deus é fazer o bem ao homem. Não se trata de estreitar ou alargar a lei do sábado, mas de dar sentido totalmente novo a todas as estruturas e leis que regem as relações entre os homens. Porque só é bom aquilo que faz o homem crescer e ter mais vida. Toda lei que oprime é lei contra a própria vontade de Deus, e deve ser abolida.

Edinólia Oliveira

“A lei dos homens”

Interessante que leio hoje é que na época de Jesus os judeus era criticados por fazer qualquer coisa no sábado.
Olha só como os costumes vão mudando e quanto mais tempo passa os homens vão criando mais leis que oprime para poder conter uma massa de pobres pensantes e idealistas. Estas leis mesmos os que criam não cumprem. Boa parte delas mesmo as de que se trata com dinheiro.
Interessante!
A opressão e a escravidão é justamente não cumprir a lei de Deus.
Mas tem muitos que não acreditam em Deus e ditam suas próprias leis. Ocorre uma desordem na sociedade e a opressão predomina e consequentemente as revoluções que provocam guerras e mortes.
Se o ser humano cumprir a lei de Deus, toda a desordem e revoluções não existiriam.
Para um homem ser superior a outro, este tem que matar o outro. Não tem como um homem ser superior a outrem.
Deus é o gerador da vida. Deus é lei com amor.



domingo, 20 de maio de 2018

“A força que é de Deus”


PENTECOSTES Ano B – 20/05/18

1ª.  Leitura - Atos 2,1-11

2 1 Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
2 De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
3 Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
4 Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
6 Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: "Não são, porventura, galileus todos estes que falam?
8 Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
9 Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,
10 a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,
11 judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!"
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª.Leitura

O “primeiro livro” é o Evangelho de Lucas.
Recebemos o mesmo Espírito que guiou toda a missão de Jesus, os apóstolos estarão preparados para testemunhar Jesus, continuando o  que ele começou a fazer e ensinar. Essa é a tarefa apostólica de todos os cristãos, que formam a comunidade de Jesus. Através do testemunho deles, Jesus ressuscitado continua presente e atuante dentro da história.
O Reino não vai surgir de um momento para outro na história, como por toque de mágica ou milagre. Ele será fruto do testemunho dado pelos discípulos no mundo inteiro. E só o Pai sabe o momento em que a história da humanidade estará completamente madura, para então se manifestar a plenitude do Reino.
A ascensão de Jesus é um modo de falar sobre a sua volta para o mistério da vida de Deus. Aliás, Deus está presente em todos os tempos e lugares. E o fato de os cristãos esperarem por Jesus não deve deixá-los passivos, mas levá-los a missão, pois a vinda gloriosa de Jesus se realizará através do testemunho.

Salmo - 103/104

Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.


Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras!
Encheu-se a terra com as vossas criaturas1

Se tirais o seu respiro, elas perecem
e voltam para o pó de onde vieram.
Enviais o vosso espírito e renascem
e da terra toda a face renovais.

Que a glória do Senhor perdure sempre,
e alegre-se o Senhor em suas obras!
Hoje, seja-lhe agradável o meu canto,
pois o Senhor é a minha grande alegria!

Nota do Salmo
 Hino de louvor cantando a grandeza de Deus, testemunhada no ciclo da natureza. É uma cópia adaptada do hino egípcio ao deus Sol.
1-4
Celebra a grandeza de Deus, envolvido pela imensidão do universo.
5-9
Descreve alguns traços da criação primordial. Trata-se de uma observação simples dos principais fenômenos da natureza.
10-18
Celebra o rítmo harmônico da natureza, em que coexistem pacificamente plantas, animais e seres humanos.
19-26
Dia e noite delimitam o espaço do homem e das feras. Os VV. 24-26 complementam a multiplicidade, beleza e imensidão das criaturas.
27-28
Enquanto os animais se alimentam diretamente da natureza, o homem precisa transformá-la através do trabalho.
29-30
O mistério da vida é visto como mistério da respiração: sopro de Deus que cria, vivifica e renova.
31-34
Neste louvor o homem reconhece o mistério da natureza, descobrindo nele o próprio mistério de Deus.
35
A harmonia da natureza deixa aberta uma questão: por que existem os injustos que produzem desigualdades entre os homens?

2ª.  Leitura - 1 Coríntios 12,3-7.12-13

.12 3 Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: "Jesus é o Senhor", senão sob a ação do Espírito Santo.
4 Há diversidade de dons, mas um só Espírito.
5 Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor.
6 Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum.
12 Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo.
13 Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª. Leitura               

A Trindade é a base sobre a qual a comunidade se constrói: nesta, toda a ação provém do Pai, todo serviço provem de Jesus e todos os dons (carismas) provêm do Espírito. Cada pessoa na comunidade recebe um dom, ou melhor, é um dom para o bem de todos. Por isso, cada um, sendo o que é e fazendo o que pode, age para o bem da comunidade, colocando-se a serviço de todos como dom gratuito. Desse modo, cada um e todos se tornam testemunho e sacramento da ação, serviço e dom do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Paulo enumera apenas os carismas de direção e ensino. A lista não é completa, pois cada pessoa é um carisma para a comunidade toda.

Evangelho - João 20,19-23

20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco!"
20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".
22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
Palavra  da Salvação.

Nota do Evangelho

O medo impede o anúncio e o testemunho. Jesus liberta do medo, mostrando que o amor doado até a morte é sinal de vitória e alegria. Depois, convoca seus seguidores para a missão no meio do mundo, infunde nele o espírito da vida nova e mostra-lhe o objetivo da missão: continuar a atividade dele, provocando o julgamento. De fato, a aceitação ou recusa do amor de Deus, trazido por Jesus, é o critério de discernimento que leva o homem a tomar consciência da sentença que cada um atrai para si próprio: sentença de libertação ou de condenação.

 Edinólia Oliveira

“A força que é de Deus”

A missão de Jesus é salvar a humanidade. É ensinar a paz e a união. É anunciar um ser que é o que é, Pai, Misericordioso, Amoroso, Justo e Glorioso. A força que é de Deus nos empurra a anunciar a sua Palavra Viva, continuando assim a Missão de Jesus. Fazendo tudo o que Jesus fez nos glorifica da força e glória que é do Pai. Somos chamados a Missão. Somos chamados a tacar fogo no mundo recebendo pela nossa boa vontade, com os nossos dons o Espírito Santo, A Força que é de Deus.

domingo, 6 de maio de 2018

A Prática do amor.


VI SEMANA DA PÁSCOA Ano B – 06/05/2018

1ª Leitura - Atos 10,25-26.34-35.44-48

10 25 Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo.
26 Pedro, porém, o ergueu, dizendo: “Levanta-te! Também eu sou um homem!”
34 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas,
35 mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo”.
44 Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra.
45 Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos;
46 pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus.
47 Então Pedro tomou a palavra: “Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”
48 E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª Leitura

Cesaréia está na fronteira da terra judaica com o mundo pagão. Fronteira que, na verdade, separa mundos e mentalidades. O judeu era limitado por dois grandes tabus culturais: a lei da pureza, que impedia comer certos alimentos (cf. Lv 11), como também a lei que proibia misturar-se com pagãos, igualmente considerados profanos e impuros (v. 28). Temos aqui a queda desses tabus; se fossem conservados, impediriam a Igreja, nascida em ambiente judaico, de se expandi pelo mundo pagão. O próprio Deus destrói a barreira entre os homens,  porque ele quer unir todos no único povo de seu Filho (VV. 34-35). A Igreja, portanto, deve distinguir entre o que é essência do Evangelho e o que permanece destinado tempo ou cultura. Uma ação missionária que confundisse o Evangelho com particularismos culturais não seria evangelização libertadora, mas colonização dominadora.
34-43
O texto reflete a essência da catequese primitiva. Na estrutura dessa catequese podemos ver a estrutura dos atuais evangelhos escritos; estes não são mais do que cristalização da catequese realizada em comunidades particulares.
O ponto de partida da evangelização de da catequese é o reconhecimento de que o povo de Deus é formado por todos aqueles que o respeitam e praticam sua vontade, ainda que de forma inconsciente e anônima. É essa prática da justiça que a evangelização visa descobrir, fazer crescer e educar, mostrando tudo o que Deus realizou em favor dos homens através de Jesus Cristo. Note-se que toda a atividade de Jesus está resumida numa frase que define o programa da ação cristã: fazer o bem e curar todos aqueles que estão dominados pelo diabo. Em outras palavras, trata-se de despertar relações justas entre os homens, a fim de que eles vençam a alienação e construam uma sociedade voltada para a vida que Deus quer.
44-48
Este é o pentecostes dos pagãos (cf. At 2,1-12). Note-se que os pagãos recebem o Espírito ao ouvir a Palavra; isso comprova que eles já aceitaram e se comprometeram com o Evangelho. A ação de Deus procede do próprio rito do batismo, que é sinal visível da pertença ao povo de Jesus Cristo.

Salmo - 97/98

O Senhor fez conhecer a salvação
e revelou sua justiça às nações.


Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo
alcançaram-lhe a vitória.

O Senhor fez conhecer a salvação
e, às nações, sua justiça;
recordou o seu amor sempre fiel
pela casa de Israel.

Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, 
alegrai-vos e exultai!

Nota do Salmo

Hino a realeza de Deus, celebrando sua vitória.
1-3:
A vitória de Deus se revela no seu projeto, feito para todas as nações. Trata-se de uma vitória justa, porque salva os pobres e oprimidos.
4-6:
O louvor é uma forma de revelar a realeza de Deus para o mundo inteiro.
7-9:
Essa revelação é fonte de alegria e esperança, porque em cada intervenção histórica Deus funda a justiça e o direito, implantando o seu Reino.

2ª Leitura - 1 João 4,7-10

4 7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.
10 Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura

O centro da vida é a prática do amor. Esse amor testemunha concreta e visivelmente o conhecimento e a união que temos com Deus, com seu Filho e com o Espírito. De fato, Deus Pai torna-se conhecido pelos homens no ato de dar, por amor, o seu Filho ao mundo (Jo 3,16). O Filho é conhecido pela entrega de si mesmo, no amor, até o fim (Jo 13,1). O Espírito agora é memória do Pai e do Filho nos Cristãos, isto é, a própria vida no amor. A fé na Trindade é a teoria de uma prática que se expressa no amor concreto aos irmãos, a quem Deus ama. A incoerência fundamental seria afirmar uma fé na Trindade que não correspondesse à prática do amor. João deixa claro que o julgamento de Deus será feito sobre a prática do amor vivida ou não (cf. Mt 25, 31-46). Por isso, quem ama não teme o julgamento.

Evangelho - João 15,9-17

15 9 Disse Jesus: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.
11 Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.
12 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
16 Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
17 O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”.
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho

O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.

Edinólia Oliveira

A Prática do amor.
Eu escolhi esse tema pelo fato que  o amor se baseia na entrega de sua vida em favor de uma comunidade, de uma pátria, uma nação para todos tenha vida próspera.
Deus não faz distinção de pessoas. Mas pessoas se acham diferentes umas das outras socialmente e fisicamente. Infelizmente.
Aqueles que dizem amar a Deus e provoca morte com guerras é verdadeira hipocrisia.  A chamada guerra santa. Santa hipocrisia.
Vários líderes do mundo inteiro deram sua vida em favor de pessoas fracas e desprotegidas. Os ambiciosos e hipócritas os mataram. A prática do amor não se preocupa com seu ego e aparência,  se doa em favor do bem-estar de seus companheiros.

domingo, 29 de abril de 2018

“As práticas da humanidade Deus julgará”


V DOMINGO DA PÁSCOA  Ano B – 29/04/2018

 Leitura - Atos 9,26-31

9 26 Chegando a Jerusalém, tentava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo.
27 Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus.
28 Daí por diante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor.
29 Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo.
30 Os irmãos, informados disso, acompanharam-no até Cesaréia e dali o fizeram partir para Tarso.
31 A Igreja gozava então de paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Estabelecia-se ela caminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número.
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª Leitura

O convertido enfrenta, além disso a desconfiança da comunidade, à qual começa a pertencer. Mas alguém da comunidade apresenta um argumento irrefutável e que cria solidariedade para com o recém-convertido: o testemunho corajoso.

Salmo - 21/22

Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembléia!
 
sois meu louvor em meio à grande assembléia;
cumpro meus votos ante aqueles que vos temem!
Vossos pobres vão comer e saciar-se,
e os que procuram o Senhor o louvarão.
“Seus corações tenham a vida para sempre!”
 
Lembrem-se disso os confins de toda a terra,
para que voltem ao Senhor e se convertam,
e se prostrem, adorando, diante dele
todos os povos e as famílias das nações.
Somente a ele adorarão os poderosos,
e os que voltam para o pó o louvarão.
 
Para ele há de viver a minha alma,
toda a minha descendência há de servi-lo;
às futuras gerações anunciará
o poder e a justiça do Senhor;
ao povo novo que há de vir, ela dirá:
“Eis a obra que o Senhor realizou!”

Nota do Salmo

Súplica de um inocente perseguido.
2-6:
A experiência mais profunda do sofrimento é sentir-se abandonado pelo próprio Deus.  A lembrança dos benefícios  concedidos aos  antepassados fundamenta a súplica e procura mover Deus e agir. Segundo Mateus, Jesus recitou o v. 2  na cruz (cf. Mt 27,46).
7-12:
Ao sofrimento e abandono soma-se a marginalização. E Javé , não vai socorrer o marginalizado? Será que ele vai abandonar aqueles que lhe pertencem?
13-22:
Os inimigos são descritos como animais ferozes. As imagens dos versículos 15 e 16 mostram o enfraquecimento e a conseqüente proximidade da morte, já esperada como certa pelos perseguidores. Em meio a esse estado deplorável, temos a súplica urgente dos VV. 20-22.
23-32:
Do extremo sofrimento, o perseguido passa a confiança total. Ele já foi salvo ou confia que será. Por isso, convida a comunidade a participar do seu louvor e agradecimento reconhecendo que Deus jamais abandona o pobre que clama. Desse testemunho nasce a esperança de todos os pobres, construtores de uma nova história, alicerçada na justiça.

 Leitura - 1 João 3,18-24

3 18 Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.
19 Nisto é que conheceremos se somos da verdade, e tranqüilizaremos a nossa consciência diante de Deus,
20 caso nossa consciência nos censure, pois Deus é maior do que nossa consciência e conhece todas as coisas.
21 Caríssimos, se a nossa consciência nada nos censura, temos confiança diante de Deus,
22 e tudo o que lhe pedirmos, receberemos dele porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável a seus olhos.
23 Eis o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos mandou.
24 Quem observa os seus mandamentos permanece em (Deus) e (Deus) nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura

O dom do Espírito nas pessoas a contínua memória e compreensão sobre a pessoa de Jesus (cf. Jo 14,26). É o Espírito, portanto, que gera fé em Jesus e fé é compromisso que produz vida nova. Essa vida, porém, não se traduz apenas por um conhecimento intelectual, mas pela prática do mandamento do amor, que não significa apenas amar com sentimento e com afeto, mas através de ações concretas que provocam a vida e a liberdade dos irmãos. A prática do amor não tem limites, pois devemos amar como Jesus amou: assim como ele foi até o fim dando sua vida por nós, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. O Evangelho não pede que sejamos perfeitos para depois amar; pede-nos, sim, que amemos concretamente, certos de que Deus é maior do que a nossa consciência e compreende e perdoa todas as nossas imperfeições.

Evangelho - João 15,1-8

15 1 Disse Jesus: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;
2 e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.
3 Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
4 Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5 Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6 Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.
7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho

1-6:
A comunidade cristã não é uma instituição, mas uma participação na vida de Jesus. Unido a Jesus, cada membro é chamado a testemunhá-lo, colocando a comunidade em contínua expansão e crescimento.
7-17:
O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.

Edinólia Oliveira

“As práticas da humanidade Deus julgará”
Muitos seres humano no mundo inteiro fala as frases simbólicas:
Se Deus quiser.
Louvado seja Deus.
Deus é grande.
Graças á Deus!
São muitas a frases em nome de Deus. Mas, a humanidade esquece, não sabem ou não querem saber da vontade de Deus. Cumprir e acreditar nos 10 mandamentos que Moisés apresentou em 2 tábuas de pedra que julgaram naquela época vencer muitas batalhas. Não é somente Moisés que escuta a Deus. Nós com muita fé podemos escutar a Deus e saber que desobedecer e não fazer o bem é realmente desobedecer a Deus e nunca poderá avançar em harmonia e sabedoria com a comunidade. Desobedecendo a Deus a comunidade não cresce. A humanidade que desobedece a Deus provoca a guerra. Mas existem pessoas que sabem escutar Deus e fazer o bem. Graças a Deus!


domingo, 15 de abril de 2018

“A paz que a solidariedade traz.”


III DOMINGO DA PÁSCOA  Ano B – 15/04/18

 Leitura - Atos 3,13-15.17-19

Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: 3 13 “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.
14 Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida.
15 Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.
17 Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes.
18 Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.
19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª Leitura

O povo estranha o fato novo que a comunidade cristã realiza em nome de Jesus. O fato se transforma em anúncio fundamental, convidando à conversão. O centro do texto é o nome de Jesus. Quem é Jesus? A releitura do Antigo Testamento leva a comunidade a reconhecer e anunciar Jesus como o Santo, o Justo, o Profeta definitivo e o Servo-Messias, que vai  transformar radicalmente a condição humana, realizando o projeto de Deus e restaurando todas as coisas. Doravante, a ação de Deus em favor dos homens se realiza mediante  o nome de Jesus.

Salmo - 4

Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! 

Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! 
Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, 
atendei-me por piedade e escutai minha oração! 

Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo 
e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! 

Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” 
Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! 

Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço, 
pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!

Nota do Salmo

Oração individual de confiança, na qual o pobre adquire forças para enfrentar os inimigos, e encorajar assim seus próprios companheiros.
2:
As dificuldades já enfrentadas fazem experimentar  que Deus é o defensor do pobre.
3-4:
A idolatria e os projetos ilusórios de uma sociedade injusta ferem a honra do pobre. Cuidado, porém: se o pobre clamar, Deus  o libertará.
5-6:
Aos companheiros desanimados, o salmista aconselha a refletir pessoal e comunitariamente, para reencontrar a confiança em Javé.
7-9:
Em vez de invejar e cobiçar abundância dos ricos, o pobre sabe que somente o projeto de Deus poderá trazer-lhe felicidade e dar-lhe segurança.

 Leitura - 1 João 2,1-5

1 Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.
2 Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
3 Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos.
4 Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele.
5 Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura

A Igreja que se reconhece pecadora vive em farisaísmo, e conseqüentemente faz de Deus um mentiroso, tornando-o cúmplice dos pecados dela. Com efeito, a revelação mostra que Deus perdoa o pecado. E mais: Cristo entregou a sua própria vida para que os homens sejam libertados da injustiça e tenham a vida. É confessando os próprios pecados que a Igreja declara ao mundo a inocência e a justiça do Deus vivo.
 3-11
O conhecimento de Deus se demonstra por uma prática concreta, isto é, quando a pessoa faz a vontade de Deus. Essa vontade foi revelada e concretizada em Jesus e consiste no mandamento novo, como é expresso em Jo 13,34-35. E é a prática do mandamento do amor que faz as pessoas e os grupos sociais saírem do próprio egoísmo e do isolamento, que geram a morte, para viverem as relações fraternas que geram a vida.

Evangelho - Lucas 24,13-35

24 35 Os dois discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!”
37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.
40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”
42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
43 Ele tomou e comeu à vista deles.
44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.
45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho

Lucas salienta os “lugares” da presença de Jesus ressuscitado. Primeiro, ele continua a caminhar entre os homens, solidarizando-se com seus problemas e participando de suas lutas. Segundo, Jesus está presente no anúncio da Palavra das Escrituras, que mostra o sentido da sua vida e ação. Terceiro, na celebração eucarística, onde o pão repartido relembra o dom da sua vida e refontiza a partilha e a fraternidade, que estão no cerne de seu projeto.

Edinólia Oliveira

O escolhi um tema bastante simples mas que poucos praticam.
“A paz que a solidariedade traz.”
A solidariedade traz a paz?

Essa semana nas redes sociais principalmente no  Twitter onde muitas pessoas se ofendem com palavras horríveis. Sempre leio e escuto pessoa xingando outras de comunista. Queridos? Jesus é um verdadeiro comunista. Comunismo não pode nunca ser um regime político obrigatório como foi no passado. O regime que obriga as pessoas é ditadura. O comunismo não funciona para pessoas egoístas.

A solidariedade é para pessoas de boa vontade que ajuda a comunidade de bom coração se doando inteiramente. Me chamem de comunista que pra mim isso representa um elogio.

 



domingo, 8 de abril de 2018

A Filosofia da Fé


2º Domingo da Páscoa Ano B  08/04/2018

1ª Leitura - Atos 4,32-35

4 32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum.
33 Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça.
34 Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas,
35 e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade.
Palavra do Senhor.

Nota da 1ª Leitura

Lucas vai salientando o crescimento da comunidade (cf. 1,13. 15; 2,41.48; 4,4). Agora já é uma grande multidão, pois o fermento  cristão penetra e transforma a sociedade. O  centro do retrato é o espírito de comunhão que gera concórdia fraterna e partilha dos bens. Não se decreta uma lei para fazer uma “caixa comum”, uma espécie de “capital” de sociedade anônima. Pelo contrário, trata-se de partilha livre e consciente, exigida pela necessidade de um e voltada para os mais necessitados, de modo a destruir o contraste e a distância entre ricos e pobres. O exemplo de Barnabé mostra que a comunidade primitiva rompe com o espírito de posse e propriedade privada: os bens são destinados ao uso de todos.

Salmo - 117/118

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”


A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Nota do Salmo

Oração coletiva de agradecimento estruturando uma celebração litúrgica.
1-4:
Dividida em grupos a comunidade recebe a pessoa que vai agradecer e entoa o refrão, exaltando o amor de Deus.
5-9:
A pessoa começa a contar a experiência de ter sido atendida por Deus, e tira para todos a lição de confiança, que desmascara as falsas seguranças.
10-14:
O tema das nações inimigas faz pensar que o salmista seja o próprio rei.
15-16:
A comunidade responde, celebrando a vitória conseguida com o auxílio de Javé.
17-18:
A pessoa termina o seu testemunho, aludindo a um perigo de morte.
19-21:
A pessoa chega à porta do santuário, pede para entrar, e é recebida pelos sacerdotes pelos sacerdotes.
22-29:
O coro canta a vitória realizada por Deus. A seguir forma-se a procissão até o altar, e cantam-se refrãos, num diálogo alternado entre a pessoa que agradece e a comunidade. Os VV. 22-23 são citados em Mc 12,10-11 e paralelos.

2ª Leitura - 1 João 5,1-6

5 1 Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado.
2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
3 Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos,
4 porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
5 Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
6 Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade.
Palavra do Senhor.

Nota da 2ª Leitura

Todos nós buscamos a plenitude da vida; mas, onde se encontra? A Bíblia nos responde: Deus é vida plena e, graças ao seu amor por nós, ele deu a sua vida através de seu Filho encarnado. Os homens têm acesso à vida através da fé. E é a fé que acolhe o dom que Deus realiza em Jesus. É esta fé que faz experimentar desde já a vida eterna. Mas, o que é a fé? É o compromisso com o testemunho que Jesus deu desde o batismo (água) até a sua morte (sangue). E quem desperta esse compromisso é o Espírito, que nos faz recordar, compreender e viver esse testemunho de Jesus, que dissipa todo egoísmo, mentira e morte (vence o mundo).


Evangelho - João 20,19-31

20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"!
20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".
22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"!
26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"!
27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".
28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"
29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!"
30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da Salvação.

Nota do Evangelho

O medo impede o anúncio e o testemunho. Jesus liberta do medo, mostrando que o amor doado até a morte é sinal de vitória e alegria. Depois, convoca seus seguidores para a missão no meio do mundo, infunde nele o espírito da vida nova e mostra-lhe o objetivo da missão: continuar a atividade dele, provocando o julgamento. De fato, a aceitação ou recusa do amor de Deus, trazido por Jesus, é o critério de discernimento que leva o homem a tomar consciência da sentença que cada um atrai para si próprio: sentença de libertação ou de condenação.
24-29
Tomé simboliza aqueles que não acreditam no testemunho da comunidade e exigem uma experiência particular para acreditar. Jesus, porém, se revela a Tomé dentro da comunidade. Todas as gerações do futuro acreditarão em Jesus vivo e ressuscitado através do testemunho da comunidade cristã.
30-31
O autor conclui o relato da vida de Jesus, chamando a atenção para o conteúdo e a finalidade do seu  evangelho, que contém apenas alguns dos muitos sinais realizados por Jesus. E estes aqui foram narrados para despertar o compromisso da fé que leva a experimentar a vida trazida por Jesus

Edinólia Oliveira

A filosofia da fé

Eu escolhi esse tema por causa da descrença de Tomé que só queria acreditar em Jesus se visse a marca de suas mãos. E hoje os Cristãos dizem que a fé sem a s obras é morta. Não adianta acreditar em Jesus sem praticar o que ele fez.
Acreditar no que está escrito nos livros e no que estudamos requer anos de pesquisa. Os anos vão passando e as culturas vão se transformando. Até as fotos tirada a 100 anos já não é da mesma cor e alguém que a viu na origem diz quem era  de outra forma e quem não viu se submete a aceitar a verdade daquele que a viu. Bom... baseado nisso os Cristãos acreditam no que os discípulos viram nas obras de Jesus.
Então fiz essa pesquisa o que é a fé e o que é a filosofia.
A fé é a aceitação da verdade de algo que não vê!
Fé é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão
Filosofia é o estudo das questões gerais e fundamentais relacionadas com a natureza da existência humana; do conhecimento; da verdade; dos valores morais e estéticos; da mente; da linguagem, bem como do universo em sua totalidade.
A filosofia e a  são necessidades do homem racional, pois ao homem material e ao espiritual basta o agir em conformidade com o instinto e a intuição, ao passo que o homem racional busca existir segundo as regras lógicas do raciocínio. A filosofia e a  da pessoa devem ser complementares, pois ambas buscam o sentido da vida.