sábado, 24 de dezembro de 2016

Deus se fez carne e habitou entre nós

Dia 25/12/2016:  Natal do Senhor - Missa do Dia  - Ano A (Cor Branco)


1ª Leitura: Livro do Profeta Isaías 52, 7-10

É o quarto “cântico do Servo de Javé” (cf. notas em 42,1-9; 49,1-9ª; 50,4-9). Descreve-se, agora, a paixão do Servo: ele é justo e inocente, mas sofre as consequências de uma estrutura injusta da sociedade onde vive, e por isso morre esmagado sob o peso dos erros de todos. Contudo, é através do seu aparente fracasso que o projeto de Deus vai triunfar: o Servo é glorificado e traz a salvação para todos.

Salmo: 97

Hino a realeza de Deus, celebrando sua vitória.
1-3:
A vitória de Deus se revela no seu projeto, feito para todas as nações. Trata-se de uma vitória justa, porque salva os pobres e oprimidos.
4-6:
O louvor é uma forma de revelar a realeza de Deus para o mundo inteiro.
7-9:
Essa revelação é fonte de alegria e esperança, porque em cada intervenção histórica Deus funda a justiça e o direito, implantando o seu Reino.

2ª Leitura: Carta aos Hebreus 1, 1-6


 Cristo é o centro do sermão. O trecho é o mais denso de todo Novo Testamento: Deus falou definitivamente em Jesus Cristo, o qual é a palavra viva e concreta de Deus. Tudo o que podemos falar sobre o projeto de Deus - criação, revelação e redenção - tudo encontra sua expressão definitiva em Cristo. Este é quem faz existir e salva toda criatura. Ele é igual em tudo ao Pai; e, glorificado, é muito superior ao mundo dos anjos.

Evangelho: João 1, 1-18

O Prólogo de João lembra a introdução do Gênesis (1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da criação, o filho de Deus já existia em Deus, voltando para o Pai: estava em Deus, como a expressão de Deus, eterna e invisível. O Filho é a imagem do Pai, e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo e mútua comunicação.
A Palavra é a Sabedoria de Deus vislumbrada nas maravilhas do mundo e no desenrolar da história, de modo que, em todos os tempos os homens sempre tiveram e têm algum conhecimento dela. 
Jesus, Palavra de Deus, é a luz que ilumina a consciência de todo homem. Mas, para onde nos conduziria essa luz? A Bíblia toda afirma que Deus é amor e fidelidade. Levado pelo seu imenso amor e fiel às suas promessas, Deus quis introduzir os homens onde jamais teriam pensado: partilhar a própria vida e felicidade de Deus. E para isso a Palavra se fez homem e veio à sua própria casa, neste seu mundo.
A humanidade já não está condenada a caminhar cegamente, guiando-se por pequenas luzes no meio das trevas, por pequenas manifestações de Deus, mas pelo próprio Jesus, Manifestação total de Deus. Com efeito Jesus Cristo, que é a luz, veio para tornar filho de Deus todos os homens. Um só é o Filho, porém, todos podem torna-se bem mais do que filhos adotivos: nasceram de Deus.
Deus tinha dado uma lei por meio de Moisés. E todos os judeus achavam que essa lei era o maior presente de Deus. Na realidade, era bem mais o que Deus tinha reservado para todos. Porque Jesus, o Deus Filho, o verdadeiro e total Dom do Pai, é o único que pode falar de Deus Pai, porque comunica o amor e a fidelidade do Deus que dá a vida aos homens.

Edinólia Oliveira

Caros irmãos em Deus Pai, não há como expressar melhor do que as notas de cada leitura deste dia do Natal do Senhor Deus. Só podemos louvar e agradecer a Deus a presença de Jesus Cristo em nossa vida. Eu acredito que Jesus é Deus no meio de nós, como um de nós, carne, osso, sangue e sofre as mesmas dores que nós.. Mas como Deus está Nele, tem sabedoria de vida e conhecimento pleno de Deus. 
Afirmo mais uma vez, nós não podemos calcular a grandiosidade do poder de Deus, nosso Pai Criador... veio até nós para dizermos que somos iguais, que podemos ser bom e misericordioso como também Ele é bom e misericordioso. Jesus veio dizer que se matarmos nosso irmãos é a Ele que está matando e vai sofre graves consequências. No Entanto quem pode julgar o que mata é Deus. Está é uma forte afirmação do projeto de Deus em promover a paz no mundo.
Que possamos com fé e determinação seguir os ensinamentos e vida de Jesus Cristo que é Deus falando pra nós,..  Feliz Natal a todos.. grande abraço.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Eis que uma virgem conceberá o messias

Dia 18/12/2016: 4º Domingo do Advento  - Ano A (Cor Roxo)


1ª Leitura: Livro do Profeta Isaías 7,10-14

O Reino do Norte (Efraim), cujo rei era Facéia, se aliou a Rason, rei de Aram, numa tentativa de se libertar do perigo assírio. Como o reino do Sul (Judá) não participou da coalizão entre o reino do Norte e Aram, estes dois temeram que Judá se tornasse aliado da Assíria; resolveram então  atacar o reino do Sul, para destronar o rei Acaz e colocar no seu lugar o filho de Tabeel, rei de Tiro. Acaz teme o cerco e verificas a reserva de água da cidade. Isaías vai ao seu encontro e tranquiliza, mostrando que não haverá perigo, pois continua válida a promessa de que a dinastia de Davi será perene, desde que se coloque total confiança em Javé. O sinal prometido a Acaz é o seu próprio filho, do qual a rainha (a jovem) está grávida. Esse menino  que está para nascer é o sinal de que Deus permanece no meio do seu povo (Emanuel = Deus conosco). Mt 1,23 vê na jovem a figura da Virgem Maria, e no filho, a pessoa de Jesus.

Salmo: 23(24) 1-2.3-4ab 5-6 (R. 7c. 10b)

Procissão que termina com diálogo litúrgico na porta de Jerusalém, para celebrar a conquista da cidade (cf. 2Sm 5,6-10). A presença de Javé é simbolizada pela Arca da Aliança.
1-2
Talvez um cântico durante a procissão.
3-6
Pergunta e resposta sobre as condições para entrar na cidade de Javé. Cf. Sl 15 e nota.
7-10
Diálogo diante da porta da cidade, entre a procissão que chega e um grupo que fica no alto das muralhas, representação dos jebuseus, antigos moradores da cidade.

2ª Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 1, 1-7

Paulo ainda não conhece os cristãos de Roma. Por isso, apresenta-se com todos os seus títulos: servo, apóstolo e escolhido. Sua missão é anunciar o Evangelho, isto é, a Boa Notícia que Deus revela ao mundo, enviando Jesus Cristo para libertar os homens e instaurar o seu Reino. O centro desse Evangelho é, portanto, a pessoa de Jesus na sua vida terrena, morte e ressurreição, que o constituem Senhor do mundo e da história. A originalidade da missão de Paulo é conduzir os pagãos à obediência da fé, ou seja, uma submissão livre, que os faz viver de acordo com a vontade de Deus, manifestada em Jesus Cristo.

Evangelho: Mateus 1,18-24

Jesus não é apenas filho da história dos homens. É o próprio filho de Deus, o Deus que está conosco. Ele inicia nova história, em que os homens serão salvos (Jesus = Deus salva) de tudo que o diminui ou destrói a vida e a liberdade (os pecados).


Edinólia Oliveira

Nós seres humanos, criaturas humanas, realmente, não sabemos a grandiosidade do poder de nosso criador. Porque é invisível ao nossos olhos humanos, mas imaginamos o seu poder criador por ser como somos, frágeis e fortes, tristes e alegres, inteligentes e burros, criativos e preguiçosos. E podemos ver a sua realeza através de tudo que existe e que é muito mais fortes que nós... e talvez até muito mais inteligentes que nós criaturas humanas: é a força da natureza viva.
Imaginamos e colocamos o nome de Deus Pai nosso criador... Javé, Todo-Poderoso, Jeová... sei lá.. Está escrito por Moisés que Ele disse: _ "Eu sou o que sou". Então podemos confiar nas Escrituras Sagradas dos Profetas e acreditar que Nosso Pai  Criador através de Jesus Cristo. O nosso messias não é Deus... Porque é criatura como nós de carne, sangue e ossos... Mas Deus estava Nele... Por isso nasceu sem o ato sexual dos humanos.. Nasceu com a força e a Glória de Nosso criador que também fez o céu e a terra.
Glorifiquemos a Deus seguindo os passos de Jesus Cristo que promove a paz e liberta os oprimidos. Precisamos entender que tipo de libertação é essa.. Conhecendo Jesus logo você entenderá...  

Muito obrigada por ter lido a minha mensagem..  

sábado, 10 de dezembro de 2016

Devemos esperar outro Messias?

Dia 11/12/2016: 3º Domingo do Advento  - Ano A (Cor Roxo ou Róseo)


1ª Leitura: Livro do Profeta Isaías 35,1-6a.10

O contraste entre este capítulo e o anterior é evidente: enquanto as potências dominadores são arrasadas, ao povo de Deus se reservam libertação, alegria e vida em abundância.

Salmo: 145

Hino de louvor, proclamando a fidelidade de Deus, que fundamenta a confiança do povo.
1-2
Uma pessoa convida a comunidade a louvar, confessando sua fé.
3-4
Exortação a não absolutizar a pessoa humana. Também os poderosos têm vida frágil e passageira.
5-6ª
O único a merecer confiança é o Deus vivo, que se aliou com o povo.
6b-10
O motivo central do louvor é a fidelidade ao Deus vivo que age na história, fazendo justiça aos oprimidos e libertando os necessitados. Sua ação, porem, implica também a destruição da justiça. É assim que se constitui o reino de Deus. Jesus fez disso o seu projeto (cf. Lc 4,16-21).

2ª Leitura: Carta de São Tiago 5, 7-10

A fé cristã está permeada de esperança de grandes transformações. Muitas vezes, depois de uma ação prolongada e constante, o cristão pode sentir-se desanimado, ao ver que essas transformações não acontecem como se esperava. Tiago faz o exemplo do agricultor: o grão, depois de plantado, não dá nenhum sinal de vida. Mas o agricultor sabe que surgirá a planta e depois os frutos. A atitude cristã deve ser a mesma: perseverante e cheia de confiança, na certeza de que tais transformações, passo a passo, se realizarão, manifestando a vinda do Senhor.

Evangelho: Mateus 11, 2-11

1-6
Será que Jesus é verdadeiramente o Messias esperado? A resposta não é dada em palavras, porque o messianismo não  é simples ideia ou teoria. É uma atividade concreta que realiza o que se espera da era messiânica: a libertação dos pobres e oprimidos.
7-15
Nenhum homem do Antigo Testamento é maior do que João Batista. Entretanto, João pertence ao Antigo Testamento, onde as profecias são anunciadas, e não o Novo Testamento onde elas já se realizaram. O v. 12 é de difícil interpretação. Provavelmente, evangelista quer mostrar que o Reino é vítima de violência, porque a velha estrutura injusta resiste para não ser destruída e reage violentamente. Essa violência dos que se opõem à vontade de Deus será experimentada pelo próprio Jesus em sua missão.

Edinólia Oliveira

Será que o mundo olha pro céu na espera de seu salvador num carro de ouro voador? O mundo espera que a paz possa acontecer em um passe de mágica? Há muitas religiões que não acreditam o que representa a morte de Jesus na Cruz... Porque o ser humano não pratica, não vive a vida como Jesus viveu... Porque não acreditar em Jesus? Porque esperar um ser extraordinário para nos libertar a corrupção, exploração e violência.. É mais fácil dizer que a religião católica é mentirosa do que viver o que Jesus viveu para ter paz e igualdade social no mundo. Reflita em tudo o que acontece no mundo ... se fosse como Jesus fez , como seria? Com certeza não teria a violência e também não teria tantas doenças... Reflita... Leia o Evangelho de Jesus.. e pense.. Será que eu devo esperar Jesus voltar de braços cruzados?  

Tiago

5
7-10
A fé cristã está permeada de esperança de grandes transformações. Muitas vezes, depois de uma ação prolongada e constante, o cristão pode sentir-se desanimado, ao ver que essas transformações não acontecem como se esperava. Tiago faz o exemplo do agricultor: o grão, depois de plantado, não dá nenhum sinal de vida. Mas o agricultor sabe que surgirá a planta e depois os frutos. A atitude cristã deve ser a mesma: perseverante e cheia de confiança, na certeza de que tais transformações, passo a passo, se realizarão, manifestando a vinda do Senhor.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O Reino de Deus está próximo

Dia 04/12/2016: 2º Domingo do Advento  - Ano A (Cor Roxo)


1ª Leitura: Livro do Profeta Isaías 11,1-10

Isaías projeta para o reinado de Ezequias o ideal utópico de uma sociedade que chegou a realização plena (cf. 6,13; 7,14 e nota em 8,23b-9,6). Esse reinado se fundará no total espírito de Javé (sete dons) que fará surgir uma sociedade alicerçada na justiça, produzindo paz e harmonia. O Novo Testamento vê o cumprimento do oráculo da pessoa de Jesus (cf. Mt 3,16): é a partir da ação dele que se constrói o mundo novo, onde todas as coisas se reconciliam (Ef 1,10; Cl 1,20).

Salmo: 71

Oração pelo rei, lembrando a função da autoridade e desejando que o rei realize.
É função da autoridade realizar justiça e implantar o direito, para que haja paz. Mas, o que é a justiça? É defender a causa dos pobres contra os opressores. Segundo a Bíblia, portanto, o exercício da autoridade deve espelhar a ação do próprio Deus, que liberta o pobre e o fraco, derrotando seus opressores.
Quando a autoridade é justa, o povo deseja que ela permaneça para sempre e estenda sempre mais a sua ação.
O desejo se amplia para a esfera internacional: que também as autoridades de outras nações obedeçam a Deus, trazendo-lhe tributos e presentes. Para ela ficar mais rica e poderosa?  Não! Simplesmente porque ela, sendo justa, vai partilhar o poder e a riqueza, criando um reino de fraternidade, onde todos podem ter vida.
O povo abençoa a autoridade justa, porque esta coloca ao alcance de todos a abundância e a prosperidade. O v. 17 é um desejo: que a fama dessa autoridade perdure e seja bênção para todos os povos.
Pequeno hino de louvor , encerrando o segundo livro do saltério, formado pelos salmos 42 a 72. O que antes era desejado para o rei, agora é proclamado a respeito de Deus

2ª Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 15,4-9

O respeito e o bem do outro são o maior sinal do cristão consciente.
O acolhimento mútuo no amor é o caminho para que as mentalidades diferentes não quebrem a união da comunidade. assim fez Cristo, que acolheu judeus e pagãos num só povo. Além disso, a comunidade não deve julgar que o fato de pertencer ao povo de Deus seja privilégio que a separa dos outros; antes, é fonte de responsabilidade, pois a vocação da comunidade é acolher todos como irmãos, testemunhando assim o projeto divino de reunir todos os homens.

Evangelho: Mateus 3,1-12

João Batista convida a uma mudança radical de vida, porque já se aproxima o Reino, que vai transformar radicalmente as relações entre os homens. É o tempo do julgamento, e nada adianta ter fé teórica, pois o julgamento se baseará nas opções e atitudes concretas que cada um assume. Os fariseus, com a falsa segurança de suas observâncias religiosas, e os saduceus, com suas intrigas políticas para conservar o poder, pertencem à estrutura que vai ser superada pelo Reino.

Edinólia Oliveira

Muita gente pensa que o Reino de Deus é depois que morre, lá no céu... e olha pro alto...  Como fazer parte do Reino de Deus sem ser Cristão? É muito simples, mas para muitas nações o Reino de Deus também é a salvação depois da morte mesmo sem ser Cristão.. Mas Jesus veio dizer que o Reino de Deus está na mente, está na fé e no compromisso de espalhar para o mundo inteiro o Projeto de Salvação de Deus no qual enviou seu filho ao mundo para anunciar esse mesmo Reino... O Reino de Deus é os obedientes a sua palavra... mas não a Palavra de Moisés  manda apedrejar, não de Davi que adultera,, mas não a de um homem normal nascido da terra, mas sim de um Homem vindo de Deus.
Somos pequenos diante da grandeza da Palavra de Deus através de Jesus Cristo.E nós? Como sabemos propagar o Reino de Deus ( que muitos estão dizendo ai que é Projeto de Deus).? Acreditando nas Palavras de Jesus Cristo no Evangelho e pondo em prática.
Veja como em todas as ações políticas e religiosas vai de em contradição ao Evangelho. Você sabe como anunciar o Reino de Deus? Você  tem coragem de Anunciar o Reino de Deus como Jesus Cristo?



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Rute

1
1-5
O livro de Rute se abre com o drama dos pobres: forçado pela carestia e fome, o povo tem que deixar a própria terra e emigrar para outros lugares, buscando maneiras de sobreviver. Mas o drama continua: a família é atingida pela desgraça, e só restam três mulheres indefesas.
6-22
No auge da desgraça e desiludido da terra para onde migrou, o povo pobre decide voltar para terra natal e aí lutar pela sobrevivência. Isso é um verdadeiro ato de fé, porque nada lhe dá certeza ou garantia de êxito. Quem está disposto a se solidarizar com tal povo? A atitude de Rute é o comportamento de todos aqueles que estão dispostos a deixar suas seguranças para se comprometer com o povo pobre, que nada mais tem, a não ser a esperança que nasce da fé. O Deus do êxodo vai se aliar com os pobres e oprimidos, para lhes dar liberdade e vida.
2
1-7
O restolho da colheita, comumente oferecido às divindades, deve ser deixado para os pobres, porque o projeto de Javé os bens devem ser partilhados entre todos. As sobras, portanto, não devem ser acumuladas, mas distribuídas aos pobres (cf. notas em Dt 24, 19-22; 26,12-15). O texto de Rute, porém, deixa entender que até esse direito havia se tornado em favor ou esmola (v. 2), sujeitos ao capricho dos privilegiados. Para conquistar sua liberdade e vida, o povo tem que lutar para reconhecer e fazer valer seus direitos, endereçando a sociedade para a concretização do projeto de Javé.
8-14
A solidariedade entre os pobres causa grandes consequências entre aqueles que estão abertos para a justiça: Booz se dispõe à fraternidade e partilha. Desse modo os pobres provocam sempre um movimento em direção ao projeto de Deus.
Note-se que os vv. 11-12 salientam o modo como alguém começa a pertencer ao povo de Deus. Primeiro, Rute deixa suas seguranças, como fez abraão (Gn 12,1). Depois, ela se compromete com os pobres e oprimidos, que Javé liberta. (Ex 19,4).
15-23
O v. 20 lembra que Booz tem o direito de resgate. Trata-se do dever dele em socorrer o parente em situação difícil. O texto parece misturar dois costumes. Primeiro, o resgate, pelo qual o parente próximo deve impedir a alienação do patrimônio da família (4,4; cf. Lv 25,23-25). E, segundo, o levirato, que obriga o irmão do falecido a desposar a viúva, a fim de perpetuar a descendência e o nome do irmão morto ( 4,5; cf. Dt 25,5-10). Esse duplo costume mostra o seguinte: Deus quer que todos tenham e possam preservar seu pedaço de chão, e participem da história, preservando o nome de família. a libertação do povo pobre acontece quando ele pode realmente participar do espaço (terra) e do tempo (história).
3
1-8
O plano de Noemi mostra que os pobres não devem simplesmente ficar esperando. Ao contrário, com bom senso, discernimento e coragem, devem planejar o caminho que os leve a fazer valer seus direitos.
9-18
O que rute pede a Booz não é um favor, mas um direito previsto em lei. As reivindicações dos pobres não são uma busca de favores, que podem ou não ser atendidas conforme o capricho dos poderosos. Tais reivindicações são algo que lhes pertence por justiça. Uma sociedade justa não surge através de mecanismos injustos e humilhantes (favoritismo, protecionismo, "pistolões"), mas através de luta digna e corajosa, que encontra formas capazes de produzir a prática da justiça.
4
1-8
Noemi vive a situação dos pobres. Para terem o que comer, eles precisam vender seu pequeno patrimônio. Desse modo, ficam sempre mais desenraizados. Enquanto isso, os ricos aumentam suas riquezas e latifúndios. Muitas vezes esse roubo é acobertado por uma perversa interpretação da lei, cuja finalidade é justamente contrária (cf. nota em 2,15-23). Para defender a situação da família, o livro de Rute mistura duas leis, do resgate edo levirato, ampliando o dever implicado nesta última. Assim, não só o cunhado, mas também outros parentes têm obrigação de perpetuar o nome do falecido. Resultado dessa nova formulação jurídica: o terreno de Noemi é vendido, mas continua a pertencer à sua família e será herdado pelo filho que Rute tiver com o seu resgatador. Além disso, o menino que nascer será considerado filho do falecido esposo de Rute. Desse modo, o terreno continuará sendo propriedade do falecido. Isso tudo mostra que é impossível existir um sistema econômico justo, quando não se leva em conta a situação concreta em que vivem os empobrecidos. O sistema econômico não enformado pela visão da dignidade humana acaba se transformando em fonte contínua de injustiça, violação do direito e corrupção generalizada.
O livro de Rute atinge aqui o seu ápice: a luta dos pobres chega aponto de mudar a estrutura jurídica e legal, encaminhando a construção de uma sociedade justa e fraterna.
9-12
Booz se solidarizou de fato, e levou até o fim a luta  de Noemi e Rute. O que ele ganhou com isso? Apenas o gosto da fraternidade e da justiça, que se alegram com a libertação dos pobres e oprimidos. O nome Booz significa: "Pela Força". Ele é personificação de todos aqueles que gratuitamente colocam sua força e capacidade a serviço da luta  do povo pobre por seus direitos. Ao ver o gesto de Booz, o povo faz a ele um grande elogio, porque desse gesto generoso nasce a esperança de uma sociedade que faz justiça aos pobres.
13-17
Com o nascimento do menino, a situação dos pobres é resgatada e renascem as esperanças do povo. Obed significa servo. Colocando-o como antepassado do rei Davi, o livro de Rute espalha a esperança dos pobres: ter um rei a serviço da justiça, que leve o povo para a liberdade e a vida.
18-22
Estes versículos finais foram acrescentados mais tarde, para destacar que uma estrangeira foi antepassada de Davi. O Evangelho conservará o nome de Rute como antepassado de Jesus (Mt 1,5). Desse modo, a história de Rute deixa bem claro que é através da solidariedade na resistência e na luta, que os pobres constroem a história e o mundo novo.

sábado, 3 de setembro de 2016

Juízes

1
1-36
Após a descrição fortemente idealizada do livro de Josué, temos aqui uma apresentação mais realista do processo: a luta contra as cidades-estados cananéias foi levada a cabo pouco a pouco, graças ao esforço solidário dos diversos grupos.
2
1-5
O projeto de criar uma sociedade é um processo histórico, e não se realiza de uma hora para outra. O grande risco é a coexistência com grupos que sustentam um projeto social injusto (os cananeus), o que constitui contínua armadilha e tentação de voltar para trás.
2,6-3,6
O texto fornece a chave para se compreender a história apresentada nos livros de Josué, Juízes, Samuel e Reis. O importante para levar a frente um projeto é manter a memória ativa ou consciência histórica, adquirida através da resistência e da luta. A geração que luta mantém viva essa consciência (vv. 6-10a). A nova geração, porém, quebra essa memória e ameça fazer o projeto voltar atrás (v. 10b). O resultado é um vai e vaivém na história, entre a fidelidade a Javé e seu projeto, e o culto aos ídolos, que corrompe a sociedade.
Os vv. 11-16 apresentam a dinâmica que marca o destino histórico de um povo:
a) Pecado = alienação da consciência histórica: o povo abandona Javé, o Deus que produz liberdade e vida, para servir os ídolos que corrompem, produzindo um sistema social injusto (vv. 11-13).
a) Castigo = perda da liberdade e da vida: servindo aos ídolos da escravidão e da morte, o povo alienado perde a liberdade e a vida, que tinham sido duramente conquistadas (vv. 14-15a).
c) Conversão = volta à consciência histórica: no extremo limite do sofrimento, o povo volta à consciência histórica, e clama a Javé (v. 15b; 3, 9.15).
d) Graça = libertação: Javé responde ao clamor, fazendo surgir líderes (juízes) que organizam o povo e o ajudam a reconquistar a liberdade e a vida (v. 16).
Mas a história continua, e as novas gerações parecem estar sempre voltando à alienação da consciência, à perda da memória (vv. 17-19). à primeira vista, teríamos a tentação de dizer que a história é um círculo vicioso, que volta e termina sempre ao mesmo lugar. O autor, porém, mostra que tal círculo pode ser quebrado: para isso, é necessário que cada geração assine o projeto de Javé e continue a luta dos antepassados. O desafio é extinguir completamente a idolatria, que impede a liberdade e a vida (2,20-3,6).
3,7-16,31
Costuma-se distinguir os juízes entre maiores e menores, de acordo com o tamanho da notícia que se tem sobre eles. Seguindo esse critério, os juízes maiores são: Otoniel, Aod, Débora e Barac, Gedeão, Jefté e Sansão. Os menores são: Samgar, Tola, Jair, Abesã, Elon e Abdon. É difícil distinguir a função própria de cada um deles. O texto leva a pensar que os juízes maiores eram líderes que, em circunstâncias difíceis, organizavam uma ou várias tribos para fazer frente aos ataques de cidades-estado cananéias ou de inimigos vizinhos. A função desses juízes maiores era defender o sistema tribal em situações de emergência. Os juízes menores, ao que parece, eram chefes regulares de tribos, e sua função era principalmente administrar a justiça. O texto, porém, parece confundir essa distinção, apresentando juízes maiores também como administradores da justiça (Débora, Jefté) e juízes menores como guerreiros (Samgar, Tola).
Quando um povo procura realizar historicamente um ideal de justiça e fraternidade, as lideranças aparecem no momento certo para organizar o povo e liderá-lo em situações difíceis. O livro de Samuel, porém, mostrará que isso não basta: quando os inimigos são superorganizados, também o povo tem necessidade de uma organização permanente, que lhe assegure manter-se no meio das grandes potências.
3,7-11
Baal e Aserá eram a divindade masculina e feminina da religião cananéia. Serviam de cimento ideológico do sistema das cidades-estado, justificando a política opressora e exploradora dos reis. O juiz é impulsionado pelo "espírito de Javé"; sua ação se inspira no projeto libertador de Javé, que atende ao clamor do povo.
12-31
Para assegurar sua própria independência e espaço vital, o povo tem que enfrentar os poderosos. Nessa luta desigual, é preciso recorrer à inteligência, esperteza e coragem para derrotar o opressor.
4
1-24
Este episódio, também apresentado em poesia (cap. 5), foi decisivo para o sistema das doze tribos de Israel: a vitória sobre os reis cananeus, situados na faixa central, favoreceu a união entre as tribos do sul e do norte. O texto, porém, está interessado nas principais personagens, do que na batalha em si. Contrapõe duas mulheres a dois homens: Débora, profetisa e juíza decidida e corajosa, contra Barac, guerreiro indeciso e sem coragem. Sísara, general fugitivo, contra Jael, mulher corajosa, que consegue liquidar o principal inimigo de Israel.
5
1-31
Este é um dos hinos mais antigos da Bíblia, composto logo depois dos acontecimentos. Trata-se de uma versão poética sobre os mesmos fatos apresentados no capítulo 4. Como se trata de uma batalha decisiva para o projeto das tribos, ela é apresentada como guerra santa: o autor convida ironicamente os reis e governadores cananeus derrotados a ouvir o que Javé realizou (vv. 2-5). Descreve-se o resultado da vitória: as caravanas de mercadores, que levavam objetos de luxo e armas para as cidades-estado, tiveram o seu caminho cortado (v. 6). Sem poder mais explorar os camponeses e suas terras, tais cidades não conseguiram oferecer sacrifícios e seus deuses por falta de animais, e seus armazéns ficaram vazios por falta de trigo (v. 8a). Enquanto isso, os camponeses vitoriosos conseguiram livrar-se dos tributos e puderam gozar de fartura com os despojos da guerra e das caravanas (v. 7). A vitória foi conseguida sem que Israel possuísse armas de guerra como os cananeus (escudo, lança, carros): foi a vitória do projeto de Javé (v. 8b).
As tribos foram convocadas, sob a liderança de Débora. Dependendo da colaboração ou não, as tribos são elogiadas ou criticadas (vv. 9-18.23). A estratégia decisiva para a vitória foi o combate na planície, onde a cheia do rio Quison tornou impossível a movimentação dos carros cananeus (vv. 19-22). A ação de Jael mostra a importância da mulher nessa luta: é ela quem mata o grande general cananeu (vv. 24-27). ) cântico se fecha de forma fúnebre, com a mãe do opressor esperanto inutilmente pela volta do filho vitorioso (vv. 28-30). O v. 31 encerra o cântico com o desejo de que o projeto de Javé seja sempre triunfante.
6
1-6
Na busca de implantar um novo sistema político, econômico e religioso, Israel teve que enfrentar novos inimigos (cf. nota em 2, 1-5). Estes, vindos do leste e do sul, se apoderam de toda a produção agrícola e pecuária, deixando o povo na miséria.
7-10
O profeta analista a causa da situação: o povo abandonou o projeto de Javé. A infidelidade no campo religioso provoca o enfraquecimento geral do sistema, que se enche de brechas, permitindo a entrada de grupos não comprometidos com o projeto, provocando assim uma volta da exploração e opressão.
11-24.36-40
Gedeão é o líder que tentará reorganizar o povo. A primeira coisa a fazer será voltar ao projeto do Deus libertador (v. 13) e colocar-se a serviço dele. O sinal confirma a missão (cf. nota em Ex 4, 1-9).
25-32
Para uma volta ao projeto de Javé, é necessário romper a religião de Baal, que cimenta o sistema opressor das cidades-estado.
33-35
Retomando o projeto de Javé, Gedeão consegue reunir várias tribos para enfrentar o inimigo externo.
7
1-8
Gedeão lidera um grupo popular para combater os madianitas. Não se trata de um exército profossional, e sim de um grupo minoritário, mas cheio de coragem (v. 3).

7,9-8,3
O combate contra os madianitas apresenta um estratagema de guerrilha, que é o concurso popular contra exércitos organizados. A tenda simboliza a vida dos medianitas nômades, e o pão de cevada lembra a vida agrícola dos israelitas: o sonho anuncia a vitória dos israelitas sobre os medianitas (vv. 13-14). O texto de 7,23-8,3 parece refletir uma tradição diferente, que foi unida aqui.A narrativa de 7,22 continua em 8,4.
8
4-21
Os habitantes de Sucot e Fanuel não se solidarizam com Gedeão, pois não acreditam
 no sucesso da campanha e temem a represália dos madianitas. A guerrilha depende da solidariedade e apoio popular: se o povo não acredita no sucesso de uma ação revolucionária, esta dificilmente conseguirá se manter.
22-35
As tribos tinham feito longa luta para superar o sistema das cidades-estado, onde os reis se perpetuavam no poder através de sucessão dinástica (de pai para filho). A proposta feita a Gedeão (v. 22) significava uma volta ao sistema que se combatia. Na resposta de Gedeão (v. 23), temos o ideal defendido pelas tribos: a única autoridade sobre o povo é Javé, e isso não permite constituir poderes absolutos, que sempre acabam por explorar e oprimir o povo. Sobre os vv. 33-35, cf. nota em 2,6-3,6.
9
1-6
O texto é irônico e descreve o processo de ascensão ao poder. O discurso ideológico procura convencer o povo de que o poder centralizado é melhor do que o poder participado (v. 2). O poder se constitui a partir da entrega simbólica da liberdade do povo através da oferta em dinheiro (v. 4a). O dinheiro é usado imediatamente para eliminar os concorrentes e estabelecer uma autoridade única (vv. 4b-6).
7-21
Os vv. 8-15 reproduzem uma fábula particular, que apresenta a mais severa crítica ao poder político: somente aquele que nada produz é que se presta para exercer o poder, e a segurança que ele oferece não passa de armadilha contra a liberdade do povo. Os vv. 16-20 aplicam essa fábula à situação, mostrando que o povo deverá arcar com as consequências de suas próprias decisões.
22-25.42-49
Os "juízes", que lutam com desprendimento em favor do povo, são guiados pelo "espírito de Javé" ou pelo "anjo de Javé" (3,10,15; 4,6; 6,12; 11,9; 13,25). E quem é movido pela ganância do poder e oprime o povo, torna-se presa do "espírito mau", que provoca divisão e discórdia, desencadeando uma sequência crescente de morte.
26-41
Este episódio, inserido aqui posteriormente, mostra uma tentativa de subversão contra a prepotência de Abimelec. O texto nota que essa tentativa se frustrou porque foi feita com antigos aliados de Abimelec e sem planejamento sério; tornou-se uma aventura pessoal, que acabou jogando o povo nas mãos do inimigo.
50-57
Acontece o que Joatão tinha previsto (cf. nota em 9,7-21). De novo, uma mulher é quem põe fim à carreira do opressor (cf. nota em 4,1-24).
10
1-5
Tola e Jair são "juízes menores" (cf. nota em 3, 7-16,31).
6-18
Repete-se aqui o esquema que encontramos anteriormente (cf. nota em 2,6-3,6). O texto tem caráter de liturgia penitencial: reconhecer os erros repetidos produz conscientização mais profunda.
11
1-11
Muitas vezes, aqueles que são desprezados e marginalizados tornam-se, dentro do projeto de Deus, instrumentos de libertação. Uma estrutura de sociedade que marginaliza  o povo em benefício de uma classe dominante, acaba em situações críticas, que só os marginalizados por essa mesma estrutura são capazes de resolver. O Novo Testamento mostrará que a nova construção se apóia justamente sobre a pedra rejeitada (cf. Mt 21,42).
12-28
O texto é confuso. Pelo que parece, tenta resolver pacificamente - dentro de celebrações litúrgicas - alguns problemas sobre a posse de territórios situados na Transjordânia.
29-40
O texto é advertência contra promessas que não estejam de acordo com o projeto de Javé, que é projeto de vida e não de morte.
12
1-7
A tribo de Efraim era poderosa e arrogante, sempre alerta para evitar que nenhuma outra pudesse sobressair (cf. 8,1-3). Chibôlet significa espiga de trigo.
8-15
Abesã, Elon e Abdon são "juízes menores" (cf. nota em 3,7-16,31).
13,1-16,31
Os filisteus eram um grupo provindo do Mediterrâneo e que se fixou na costa sul de Canaã, por volta de 1.200 a.C. Rapidamente se tornaram perigosos para a sobrevivência do sistema das tribos.
A história de Sansão, a mais longa no livro dos Juízes, salienta de início que Sansão é um instrumento escolhido por Javé para libertar o povo ameaçado pelos filisteus. O resto da história deixa bem claro que Deus é livre para escolher os seus instrumentos, e não se restringe a escolher aqueles que os homens julgam moralmente perfeitos, nem realiza a sua ação através dos meios que nós consideramos os mais apropriados. Notemos bem que a vida de Sansão se encerra num ato heróico:  ao mesmo tempo em que morre, ele tira a vida dos chefes filisteus (16,30), libertando assim o seu povo.
17-18
Estes capítulos, conservando narrativas antigas, procuram dar um panorama de como o culto a Javé se desenvolveu na época de Israel antes da monarquia. Em época mais remotas, o culto era feito em família, e o pai era o sacerdote, ou alguém nomeado por ele. Na falta do pai, a mãe tomava a iniciativa de estabelecer o culto (17,1-6). Depois, essa atividade sacerdotal começou a ser realizada pelos levitas itinerantes, que moravam junto a uma família e exerciam o cargo a troco do próprio sustento (17,7-13). Mais tarde, esses levitas também serviram como foco de união cultural de toda uma tribo (18,19-20). Não havia ainda nenhum santuário central para todas as tribos. A única coisa que se procurava preservar, através dessa religiosidade popular, era a adoração a Javé, o Deus do êxodo. Durante a monarquia, esse culto foi centralizado em Jerusalém.
O cap. 18 preserva também um fato histórico: a migração da tribo de Dã para o norte. Isso aconteceu porque o território onde Dã se havia estabelecido não era favorável, por causa da forte pressão dos filisteus.
19-21
Essas narrativas mostram alguns princípios básicos para se preservar um mínimo de relacionamento e unidade entre as tribos. Destaca-se como dever sagrado a hospitalidade: o retardamento da narrativa (19, 1-9) é justamente para salientar esse aspecto. Os habitantes de Gabaá e os benjaminitas violam esse dever (19,10-30). O cap. 20 mostra como as tribos reagiam com rigor contra  aqueles que violavam essa hospitalidade, talvez o único gesto de solidariedade capaz de manter a sobrevivência num território ainda cheio de inimigos.
O cap. 21 mostra como era necessário preservar a existência de todas as tribos e evitar a todo custo o extermínio de uma delas: nessas circunstâncias, o rigorismo cede lugar à piedade e à compreensão.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Segunda Carta a Timóteo

2
8-13
Timóteo é convidado a viver como testemunha da ressurreição. A seguir, é recordado um hino batismal(vv. 11-13): neste se afirma o compromisso com uma prática que seja coerente com a fé recebida.
3
1-17
Jesus anunciara perspectivas sombrias para os últimos tempos: os falsos messias se multiplicam, desviando as pessoas com doutrinas perversas (cf. Mt 24, 4-5.24). Paulo relembra esse aumento do mal que antecede o fim da história (cf. 2Ts 2,3-12). Segundo a lenda judaica, Janes e Jambres foram os chefes dos magos que se opuseram a Moisés na presença do Faraó (cf. Ex 7,8ss). Quem anuncia o Evangelho deve contar com a perseguição (cf. Mt 10,22; At 13, 1-14,28), permanecendo fiel à palavra de Deus contida na Sagrada Escritura: nela se encontra o alimento da fé e a força para o testemunho.

4
1-5
A missão dos apóstolos e pastores é, em primeiro lugar, anunciar o Evangelho, a fim de que os homens deixem a idolatria e sirvam ao único Deus vivo.
6-8
Diante da certeza do martírio, Paulo se compara a um atleta que recebe o prêmio da vitória: ele sabe que sua vida foi inteiramente dedicada a propagar e sustentar a fé.
9-18
Os últimos tempos de Paulo são tristes e solitários. Embora abandonado e traído pelos companheiros mais próximos, seu olhar continua firme no Senhor, para anunciar o Evangelho e finalmente participar plenamente do Reino. Lucas já estava com Paulo no tempo da prisão (cf. Cl 4,14); talvez seja este Lucas o autor do 3º Evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos. Marcos ou João Marcos foi companheiro circunstancial (cf. At 12,12) e teve uma divergência com Paulo (cf. At 15, 37-39). Mas o encontramos como companheiro fiel no tempo da perseguição (cf. 4,10).
6

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Zacarias

12,9-13,1

O primeiro ato exigido para a santificação é reconhecer Javé como único Absoluto (olhão para mim). Em seguida, reconhecer os pecados de idolatria cometidos. O "transpassado", aqui designa o próprio povo que, por seus pecados, sofreu a punição do exílio. Jo 19,27 aplica a Jesus essa imagem, por ter ele assumido os pecados de todos. O processo de purificação não é simplesmente um ato; é uma atitude, um processo contínuo, que exige a refontização da própria vida em Deus (fonte).